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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Madeirite Trópico: unindo gerações

1º Campeonato Gaúcho de Surf, em 1968, na Praia da Guarita, em Torres.
Foto: Acervo Maneca Tostes

Reunir a história e homenagear os grandes nomes do surfe gaúcho. Esses são os dois principais desafios do projeto Madeirite Trópico que já está em plena produção. Organizado pela Trópico, o Madeirite conta com uma série de ações que buscam reunir em um único momento, surfistas das antigas que continuam amando o mar e se entregando, quando podem, ao prazer das ondas. “Nosso objetivo é confraternizar e comemorar a história do esporte no Estado junto com nomes que foram pioneiros nas décadas de 60, 70 e 80 e hoje podem ser vistos atuando como grandes empresários, mas ao mesmo tempo não abrem mão de um surf no final de semana”, explica o coordenador do Madeirite, Giovanni Mancuso.

O ponto alto será em fevereiro, na Praia de Torres, quando acontece um campeonato comemorativo apenas com convidados ilustres, entre eles, alguns pioneiros dos anos 60, como Betty Sefton, Jorge Gerdau Johannpeter, Roberto Bins e Waldemar Bier.

Até lá, os amantes de surfe podem contribuir para o Museu Virtual que o projeto apresenta no site oficial. É possível enviar fotos, vídeos, áudio... tudo que contribua para a reconstrução da história do esporte. “Sabemos que todo surfista é um contador de histórias, por isso, esse espaço especial, super interativo”, afirma Mancuso.

No site do Madeirite Trópico também é possível escolher os demais participantes do campeonato e também os homenageados com o Troféu Pioneiros. Acesse e participe!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Madeirite Trópico

Eu sei, é uma sacanagem isto. Meses sem postar nada e sem mais nem menos eu apareço, do nada, fazendo jabá!

Mas eu explico (ou tento): fui contratado pela empresa que está realizando o evento, a Trópico, para coordena-lo. Fui incumbido de fazê-lo acontecer sem falhas, ou seja, se você identificar algum problema com o Madeirite Trópico, é a mim que deve xingar. E fique à vontade para elogiar se gostar do que ver.

Trata-se de um "acontecimento", muito mais do que um campeonato de surfe, o Madeirite está se propondo a ser um evento tradicional no surfe gaúcho. Em fevereiro, em Torres, teremos convidados das décadas de 60, 70 e 80 competindo com pranchas iguais às que eles (nós?) usávamos naqueles tempos, teremos uma travessia de SUP e teremos um jantar apenas para convidados, onde serão homenageadas várias personalidades da história do surfe gaúcho, como por exemplo, os irmãos pioneiros, os primeiros a surfarem em águas salgadas estaduais: Jorge, Klaus e Fritz Johanpeter.

Só que o Madeirite Trópico já está acontecendo. Visite o website do evento clicando aqui e navegue até a aba "Museu Virtual". Trata-se literalmente disso: um museu para os internautas verem registros históricos da nossa história local. Mas o melhor é que os próprios visitantes podem colaborar enviando seus filmes, fotos e até áudio - tudo administrado por um curador virtual. E aproveite para colaborar com o museu agora, pois estamos dando uma camiseta do evento para cada colaborador, mas isto não vai durar para sempre, lógico.

Outra coisa bacana, é que para sermos imparciais e democráticos, deixamos que o público decida quem serão os 24 competidores convidados para as décadas de 70 e 80. Também estamos pedindo ajuda para decidir sobre os homenageados em algumas categorias. Tudo lá no website.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Ilha dos Lobos

Uma pérola desperdiçada por conta da "proteção à natureza". Foto: Luis Reis

Agora me digam: não é falta de visão da prefeitura de Torres deixar de explorar este como sendo um dos melhores picos de surfe do Brasil?

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Meio do rio

Meio do rio, em Torres. Foto: GoSurf

Historinha rápida: quando vi esta foto hoje de manhã, lembrei de um campeonato estadual, válido pelo Circuito Gaúcho, há muitos anos - tantos que não lembro exatamente quando.

O evento estava previsto para acontecer ao lado dos molhes, o local mais constante durante os meses de verão - isto eu lembro, era verão - por causa do sempre presente vento nordeste, companheiro inseparável dos veranistas gaúchos.

Só que no sábado, o tempo deu uma virada e o vento sul entrou com tudo. E o meio do rio comecou a funcionar "daquele jeito". Tubos quadrados e perfeitos rolavam bem em frente ao molhe norte. A gente pegava a onda em Santa Catarina, colocava pro tubo e saía com o spray já no meio do Rio Mampituba.

Depois de algumas discussões e ponderações, a organização decidiu transferir a competição para lá. Transportou os juízes e todo equipamento pela balsa e montou um verdadeiro "acampamento cigano" na ponta do molhe norte. No lugar de microfones e alto-falantes, o locutor usava um megafone. Não que precisasse, pois a distância entre a equipe técnica e os competidores era ridiculamente pequena.

Sensacional: ondas perfeitas e muitos tubos. Eu, apesar da pouca experiência em competições, já tinha um certo jeito para entubar e me vali disto para conseguir avançar bastante na competição. Não lembro de detalhes, como quem venceu o evento e muito menos qual foi a minha classificação final.

Mas o que mais me marcou, além de tudo o que contei acima, foi a quantidade de aguapés boiando na área de competição. Eram tantos que era normal a gente trancar num deles quando estava dentro do tubo. Mas se em alguns momentos eles atrapalhavam, derrubando-nos da prancha, em outros eles eram responsáveis por nos deixar lá no fundo do tubo, aumentando a nota final da onda.