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terça-feira, 21 de agosto de 2018

WSL - Tahiti

Medina é "o cara" no Tahiti? Texto por Renato Sachs / Foto: WSL

WSL - FCS2 - Hierarquia, Legado, Futebol Brasileiro e Surf competição são palavras que estão martelando na minha cabeça desde a Copa da Rússia. Fico pensando como os Americanos (o início do esporte tem 2 teorias: começou no Hawaii ou Peru) ou Australianos, que começaram a expandir o formato de competição e indústria de surfwear mundo afora, estão protegendo a "sua cultura" dos brasileiros?

O Brasil do futebol também teve que ultrapassar barreiras entre os anos 20 e 50, pois o esporte era dominado por ingleses e países do leste europeu. A partir de 1958 nós conhecemos bem a história, fomos vitoriosos dentro e fora de campo. Somos umas das 5 maiores potenciais do esporte. 

No Surf, esporte como competição, também foram necessárias algumas décadas para forjarmos os nossos atuais campeões, é impressionante que não precisamos dos veículos de comunicação externos para chancelarmos nossa liderança. O melhor surfista deles (Dane Reynolds) precisa juntar 9 meses de gravações para fazer um clip de de 5 min para ser regojizado pelos sites mundo afora; coloca uma câmera ligada 5 minutos em alguma praia do Nordeste Brasileiro e espera o Show, tu teras uma novela de tantos momentos....  Nós temos 2 canais de TV exclusivos (Woohoo e Off) e ainda a ESPN nos brindando em full HD com o WCT. Algum país tem este currículo? As decisões continuam sendo tomadas por australianos ou americanos, os quais nunca pensaram ou conseguiram globalizar o esporte, a não ser pela inteligência de um camarada Argentino, que com muita dedicação colocou o nosso esporte nas Olimpíadas (se precisamos dela é outra conversa). Não seria hora de termos alguém competente vindo do Brasil para tomar as decisões do futuro do esporte? A WSL não pode pensar o Surf como um esporte local americano e se fechar para o resto do mundo, precisa sim abrir os olhos para exemplos como o das Seleções de Futebol menos privilegiadas, que buscam atletas de alta performance e acabam nacionalizando-os em busca de vitórias e intercâmbio para evolução do esporte.

As marcas de surfwear estão sendo deixadas de lado, vide a etapa do Tahiti que não tinha patrocinador Master, a WSL já deveria saber fazia alguns bons meses e mesmo assim não conseguiu vender a cota. Falta de força de vontade não deve ser, mas o comodismo de anos na segurança das marcas criaram uma dependência enorme. Acredito que a WSL nos enxerga como passageiros e podam a nossa potência executiva, eles precisam entender que uma das evoluções do esporte chegou pelos mares do Atlântico sul.

A competição na Polinésia colocou os nossos heróis em patamares mortais, a previsão não ajudou, mas a competição tem que acontecer e o calendário seguir...Continuo achando que o melhor formato de evento é o BWWT.

Round 1, Jordy Smith definitivamente precisa aprender a pegar esquerda, alguém critica ele como criticam o Toledo? Não, por que? também não sei...Ítalo parece que estava surfando outro mar, bons tubos e ondas longas, GM e Toledo (4 fins) fizeram o dever de casa, precisamos definitivamente de um point break para esquerda no início da temporada, estamos em agosto e somente agora podemos ver a violência, força e precisão do Gabriel, fora leitura de onda. Toledo sabe surfar ondas perfeitas como poucos, e a elegância é fora do padrão. Mineiro e sua técnica majestosa de entubar.

Round 2, as condições do mar me pareceram melhores, Julian caiu precocemente precisando de 
uma nota 1.84, um absurdo ele não ter um técnico brasileiro, inadmissível não ter alguém berrando no canal ou puxando a suas orelhas no pós bateria. Ian sangrando para passar, Colapinto admitindo que precisa treinar mais no local, Owen sendo Owen, força, flexibilidade e borda são seus aliados, a troca de equipamento lhe trouxe confiança, Rodrigues muito confortável e sabendo o que fazer, se não tem tubo vamos pro pau, em alto e bom tom, Jeremy na melhor entrevista resumiu o sentimento da nação: estamos no paraíso, não está 6´a 10´, mas estamos no paraíso, vou aproveitar!!! E olha que o camarada das Ilhas Reunião tem pedigree violentíssimo de tube rider. Jesse muito consciente e seguro passou a sua, Yago imitando GM, só que colocou o seu tempero no final caminhando sobre as águas.

Rounds 3 e 4 foram os mais difíceis de se competir, muita coisa em jogo e somente 1 onda boa por bateria, a sorte teria que andar colada no melhor estrategista e leitor de onda, coisa que o GM sabe fazer como poucos, a leitura da corrente contrária é absurda, ele não lê a onda pelo tamanho e sim pela corrente....os líderes e candidatos ao título da etapa foram seguros em suas escolhas, Ítalo sofreu um pouco, mas passou.

Finais, acredito que Toledo poderia estar de 3 fin, assim o pivô teria facilitado a verticalidade da prancha, Jeremy é um cara muito competente em ondas de reef e quanto a final para o Gabriel foi o inverso do ano passado, onde o Julian conseguiu 2 excelentes ondas no final da bateria, desta vez a onda vencedora apareceu no último minuto, onde no pós tubo o cara não conseguiu segurar a emoção e quase perde o resto da onda, eu disse quase, porque o equilíbrio e precisão que estes caras tem são dons da elite, esta onda acabou coroando o bi-campeão da etapa e camaradagem entre os finalistas.

Finalizando os assunto sobre legado, Felipe Pomar, Peruano Campeão Mundial em 1965, o feito inédito foi aproveitado pelos peruanos?

domingo, 27 de maio de 2018

WSL - Saquarema

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, céu, oceano, natureza, atividades ao ar livre e água
Voa Toledo!

WSL - FCS2 (Por Renato Ferreira Sachs)
Nós amamos Saquarema. Tudo conspirou a favor quando a Mãe Natureza soube que o Rei de Pipe, Gerry Lopez, estaria no Brasil, mas precisamente na semana do CT.
Estávamos passando por um outono normal com poucos ventos do quadrante sul até o Rei colocar os pés no Brasil e as previsões começaram a mudar de figura, ganharam força e pressão para num futuro próximo se transformar no que viria a ser: O melhor CT da história no país. No canto direito da praia de Itaúna, uma direita que já existia, poderosa e limpa, mas com o ajuste do homem ganhou qualidade. Aliada a ondulação que estava chegando, nos apresentou mais uma onda de nível internacional e pasmem na mesma praia. O canto esquerdo já é digno de sonhos, o direito mais perto dos pesadelos para nós meros mortais. No Brasil já seria uma raridade termos este tipo de onda, imaginem 2 ondas poderosas na mesma praia!!! Teríamos o trabalho facilitado dos canais de previsão de onda em conjunto com a direção de prova, pois teríamos sobra de ondulação, só precisando ajustar aos horários dos ventos.
O evento começou com o power do Toledo (usando rabeta swallow em sua prancha), Pupo surfando com inteligência derrubando Smith, o mar começou a ganhar tamanho e força, ficando nervoso, as emoções começaram a aparecer, as variações de leitura de onda em condições poderosas trazem muito mais emoções do que 20 manobras iguais em uma onda perfeita. O 2JJF esta me preocupando, queremos ver show e o surf esta lá, mas escondido, não poderia usar a desculpa da onda ser ruim, pois praticamente estava em casa, a única mudança seria a troca da cerveja por caipirinha. Gabriel surfando com muita fluidez e velocidade, a contagem de onda em beach break foi absurda. Adriano estava muito fluido e com a força habitual, estava com saudade de assistir o camarada. Colapinto tem uma precisão de assustar. Alejo e Panda trouxeram toda a experiência para o line up, sabem jogar o jogo e muito bem. No quesito nota 10, Ian Carrol Gouvea pegou um dos melhores tubos do evento e finalizou a onda de uma maneira extremamente violenta, uma batida em 2m de junção que poucos sobreviveriam aquela força.
O Oceano apresentava as mudanças de humor corriqueiras, foi muito bom ver e aprender com as estratégias, a paciência se transforma numa palavra extremamente importante, pois ela deve ser usada no tempo certo, os atletas não escondiam o jogo, que era limpo, claro e objetivo. Os tubos estavam presentes. A inteligência usada nas escolhas das manobras para o encaixe certo foi de um grau impressionante, muitas vezes as manobras foram conservadoras, mas precisas. Um exemplo foi a bateria do Sebastião x Duru, acredito que tenha sido uma das melhores do ano e resume bem o pensamento acima. Os rounds foram passando e não posso deixar de falar sobre o melhor aéreo já executado na história do Surf. Toledo se projetou de uma maneira assombrosa e perigosa, sobre um vôo extremamente longo, acho que ficou mais tempo no ar do que nos tubos. Difícil alguém no planeta superar o feito do camarada que mais que ninguém deixou claro naquele momento que é: O melhor surfista do planeta e esta pronto para o título mundial. O progresso esta chegando pela sua cabeça e pés. Todas as vezes que ele sobe na prancha não sabemos o que vem pela frente, cabe a nós espectadores controlar o coração, sentirmos a adrenalina correr pelo corpo e trancarmos o ar, pois a porrada é grande, seja no ar ou na água. Ele ganha os eventos que quiser, claro que tem sempre um outro camarada querendo o título também, desta vez foi Wade, o rookie peso pesado, escola power australiana que tentou, chegou com as melhores credenciais possíveis a final, muito surf, pouco dinheiro e pouca bagagem/badalação, mas suficientes para causar o estrago que causou durante o evento. Mas num tubo nota 10 Toledo fechou a conta e foi para casa com a vice liderança do circuito.
As pranchas Sharpeye do Toledo estão cada vez mais se transformando numa extensão do seu corpo físico e mental, pode quebrar quantas forem que os backup´s são tão bons quanto as anteriores. A ligação shaper x surfista esta muito nítida. 
2 comentários breves:
- Começarei a assistir a transmissão em português, pois Neco Padaratz participará das mesmas;
- Até o (site) gigante Surfline sucumbiu a Saquarema falando que a mesma era melhor que a piscina, quem não sabia?

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Surf Sintético


A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, água, oceano, atividades ao ar livre e natureza
Adicionar legenda














WSL/Cloro - FCS2 (Por Renato Ferreira Sachs)
O Surf é imprevisível e não podemos controlar o ambiente natural que cercam as ondas. Podemos sim nos adaptar, nós temos pelo menos 3 sites de previsão de Surf que nos ajudam e muito aumentando o nosso grau de acerto para os melhores dias. Nestes casos viajamos algumas horas, esperamos o dia certo, dor de barriga na noite anterior que precede um dia de boa ondas, acordar cedo, chimarrão no ponto e festa. Todo este ritual na minha praia amada ocorre poucos dias durante uma semana, então o gosto pelo momento se torna maior. Toda esta vivência não tem como ser mensurada. simplesmente não tem, desculpem aos outros esportes, mas somos arrogantes e prepotentes por natureza.
                    
Não coloquem a piscina como uma opção de "Surf", o Surf é feito e praticado no mar, com interferência da mandatária maior, a Natureza. Temperatura do ar, direção dos ventos e ondulação, localização das tempestades, são apenas alguns dos elementos que nos movem como uma tribo.
Fiquei me perguntado durante os 2 dias do evento o que seria mais divertido: colocar todos atletas num avião partindo para Fiji, México, Chile ou Africa para assistirmos pela internet, (sim internet, somos percursores neste assunto) os camaradas surfarem de verdade ou nos submetermos ao controle de tempo e horário impostos pela TV Aberta, para nos transformarem no que nós não somos.

Podemos ficar discutindo durante anos o que esta por vir no quesito: Surf Sintético. Algumas sugestões de pautas:
- Qual será a sua influência nos próximos anos? Olimpíadas: nunca precisamos dela para existirmos ou vivermos. A não ser que tu queira controlar o ambiente e ganhar dinheiro. Olimpíadas de inverno existem para os esportes de inverno. O Surf também tem a sua melhor estação no calendário. No caso do Japão como país sede em 2020 e os próximos jogos, qual será a escolha: O Japão que tem centenas de ondas boas ou Piscina? Hossegor ou Piscina? Trestles e Pipe ou Piscina? Esta discussão não esta na nossa alçada, só podemos discutir nas rodas de chimarrão. O meu pensamento e objetivo seriam levar a experiência do surf para lugares sem onda, assim, propagaremos o nosso estilo de vida.

- Campeonatos válidos pelo circuito serão tão divertidos assim? No formato deste evento, sinceramente, achei muito monótono se nos basearmos pelo primeiro round. A pior parte foi o intervalo entre as ondas que a WSL não soube nos entreter, foram muito fracos e repetitivos. Se superaram, pois tinham as principais figuras da industria e não souberam vender o peixe...

- Julgamento? poderiam ter sido mais audaciosos já que era um evento teste e colocado 5 ex surfistas profissionais num painel paralelo, perderam a chance de aprender de como um surfista profissional analisaria, principalmente as ondas do General Gabriel de como se entuba de backside em mini tubos, poderiam ter dado nota 12 pelas últimas ondas. Mas não, prefiram o Jordy e Kanoa alisando toda a extensão da onda ( cerca de 700 metros) para um aéreo medíocre no final. Coisa que o Toledo fazia no início da onda. Fora a última onda do Kelly que foi a melhor que eu vi dele nos últimos anos em competição e os caras não abriram a nota. O 2JJF apareceu???

- Teremos mudança nas manobras? Não vi nada de novo, ao contrário, repetiram mil vezes as rasgadinhas de fundo de prancha numa onda sem força na base. O Bourez na sua primeira onda para esquerda foi o primeiro a bater reto. O Mineiro não soube surfar para a direita. Alguém surfou de base trocada?

- Pranchas e equipamentos: As partes mais importantes do evento, tão valiosos e pouco relacionadas as performances amadoras que vimos neste primeiro evento. Observei que poucos atletas foram audaciosos e saíram da zona de conforto buscando algo a mais, alguns escolhiam pranchas diferentes para cada tipo de onda, posições de quilhas alternadas, mas em si poucas alterações, inclusive na primeira onda do domingo nós vimos o Tom Curren cair da prancha do Kelly, eu acho que nunca tinha visto o Curren cair de alguma prancha, mas era da marca do Kelly, era melhor ele ter surfado de sonrrizal.....
               
Quanto a Copa que nós vimos, reparamos que todos os convidados se divertiram e beberam, e muito (como em qualquer evento), todos acharam pequenas variações nas ondas, na maioria das vezes a esquerda gorda era maior que a direita tubular. Porque um jetsky gastando gasolina se poderia ter um teleférico? Se me perguntarem: Este é o futuro do Surf competição? Responderei que neste formato acho impossível, não quero voltar aos anos 80.
Quero G-Land e Fiji!!!! Prefiro a imperfeição que é perfeita.

terça-feira, 8 de março de 2011

Mineirinho, com sangue nos olhos


Fazia muito tempo que eu não me empolgava tanto assistindo uma bateria do Circuito Mundial de Surfe. Coincidentemente a última vez que fiquei assim foi noutra bateria do Taj Burrow, também contra um brasileiro, no The Search de Barra de La Cruz, contra Peterson Rosa. Verdadeiro show de tubos naquela ocasião.

Imagine que a onda surfada pelo Mineiro (acima), é a segunda maior média do evento até aqui e mesmo fazendo outra nota acima dos 9 pontos, não conseguiu vencer Taj Burrow para avançar às quartas de final do Quik PRO, primeira etapa do WT 2011.

sábado, 5 de março de 2011

Madeirite Trópico na Praia da Guarita!

1º Campeonato Gaúcho de Surfe na Guarita.
Torres, RS - 1968 (Acervo Caldas Júnior)

A comissão organizadora do Madeirite Trópico, buscando realizar o resgate mais fiel possível da história do Surf no Rio Grande do Sul, confirmou nesta sexta-feira (4/3) a mudança do local da realização do evento. Repetindo o primeiro Campeonato Gaúcho de Surf em 1968, o Madeirite Trópico será realizado na charmosa praia da Guarita, em Torres. A data permanece a mesma, 26 e 27 de março, apenas trocando o palco das disputas e confraternização.

Após diversas reuniões e muito trabalho nos bastidores, a comissão julgou melhor realizar a mudança, da praia dos Molhes para a Guarita, devido ao contexto histórico do evento e também para atender o desejo externado por muitos personagens que vão participar do evento. Além disso, o apoio incondicional da Prefeitura de Torres foi fundamental neste processo de mudança que foi desencadeado após a troca de data da competição, inicialmente prevista para 26 e 27 de fevereiro. "Estamos muito felizes por realizar o Madeirite Trópico em um palco histórico como a Guarita. As primeiras competições e as primeiras ondas surfadas no Rio Grande do Sul foram lá, então nada mais justo do que render mais esta homenagem para os pioneiros do nosso esporte", comentou um membro da equipe organizadora do Madeirite Trópico.

O Madeirite Trópico será uma competição / confraternização de surf, que vai reeditar as disputas dos grandes surfistas dos anos 60, 70 e 80 na costa gaúcha. Cada participante surfará pelo pelo menos uma bateria, com pranchas de época, sem saber suas notas parciais nem a nota final até o fim do dia. Após a última disputa encerrar, todos os participantes serão chamados para o palco e neste momento será revelada a melhor nota do dia na categoria. Todos serão premiados. A proposta do Madeirite Trópico não é promover uma competição pura e simples, mas um final de semana de reencontros, alegria e confraternização, para reescrever a história do Surf no Rio Grande do Sul.

Na noite de sábado (26/3) será realizada a festa de entrega do Troféu Pioneiros, além da premiação do Circuito Gaúcho de Surf de 2010. Na ocasião o DJ, comunicador e surfista Ki Fornari, tocará a melhor seleção do surf music dos anos 70 e 80. Após, a Second Hand Sublime fará o tradicional tributo à banda Sublime, que marcou gerações. Será sorteada uma passagem para o Hawaii entre os presentes. O palco escolhido para esta super festa é a tradicional Sociedade Amigos da Praia de Torres (SAPT). Os ingressos para não ficar de fora deste marco histórico já podem ser adquiridos nas lojas Trópico. Outras informações podem ser conferidas no website oficial do Madeirite Trópico, clicando aqui.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Madeirite Trópico: unindo gerações

1º Campeonato Gaúcho de Surf, em 1968, na Praia da Guarita, em Torres.
Foto: Acervo Maneca Tostes

Reunir a história e homenagear os grandes nomes do surfe gaúcho. Esses são os dois principais desafios do projeto Madeirite Trópico que já está em plena produção. Organizado pela Trópico, o Madeirite conta com uma série de ações que buscam reunir em um único momento, surfistas das antigas que continuam amando o mar e se entregando, quando podem, ao prazer das ondas. “Nosso objetivo é confraternizar e comemorar a história do esporte no Estado junto com nomes que foram pioneiros nas décadas de 60, 70 e 80 e hoje podem ser vistos atuando como grandes empresários, mas ao mesmo tempo não abrem mão de um surf no final de semana”, explica o coordenador do Madeirite, Giovanni Mancuso.

O ponto alto será em fevereiro, na Praia de Torres, quando acontece um campeonato comemorativo apenas com convidados ilustres, entre eles, alguns pioneiros dos anos 60, como Betty Sefton, Jorge Gerdau Johannpeter, Roberto Bins e Waldemar Bier.

Até lá, os amantes de surfe podem contribuir para o Museu Virtual que o projeto apresenta no site oficial. É possível enviar fotos, vídeos, áudio... tudo que contribua para a reconstrução da história do esporte. “Sabemos que todo surfista é um contador de histórias, por isso, esse espaço especial, super interativo”, afirma Mancuso.

No site do Madeirite Trópico também é possível escolher os demais participantes do campeonato e também os homenageados com o Troféu Pioneiros. Acesse e participe!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Gabriel Medina - nosso messias

Medina dando um nó com as pernas para dar um nó em CJ. Foto tirada daqui.

"Gabriel was not in any way nervous. It looked as if his competitive circumstances made no difference to him. None of the elements, nor his enemy, had any effect on his courage, passion or reflexes. He went above the lip on his first wave, pumping once very quickly to get down the line, almost catlike, and very lightly, turns the middle axis of the board on the lip. His fins burst free and he maintained a natural follow through spinning in the whitewash. On another wave he pumped quickly and set a line, which ended in a large, hands-free, backside air reverse. That particular wave was underscored but a next wave was over-scored and Gabriel Medina defeated CJ Hobgood."

O resto do artigo do Charlie Smith pode ser lido aqui no site da Stab.



quinta-feira, 25 de junho de 2009

High Scores

Numa semana em que eu enviei um release das minhas ondinhas pros amigos blogueiros, na esperanca de vê-los me ajudarem na lida diária de tentar instalar estes brinquedinhos por aqui, o mínimo que eu posso fazer é retribuir à altura.

Há pelo menos uma semana o Daniel, do Hi-Scores, me enviou a mensagem abaixo e eu, naquela correria que tem sido a minha vida nos últimos meses, nada de publica-la. Segue o recado do dele, ainda em tempo de ser aproveitado:

Hi-Scores//
um novo conceito em entretenimento no mundo surf.

Já imaginou ficar por dentro de todas as novidades do WCT, publicar suas próprias opiniões sobre competições profissionais, palpitar nos seus atletas favoritos e ainda concorrer a prêmios tudo no mesmo lugar?
Pois é! Ta aí o Hi-Scores!

O próprio nome já diz tudo. Queremos o seu melhor palpite sobre os resultados das etapas, sua opinião nas discussões de spots, ondas e competições. Acesse e experimente toda essa combinação única do universo do surf. É fácil navegar, simples de jogar e muito importante interagir e elevar suas chances de premiação.

Através de um blog pessoal, você publica seus textos, a equipe do Hi-Scores analisa a relevância da sua discussão e encaminha (ou não) para a seção central de novidades do site.
Chega de ficar só olhando! No Hi-Scores você dita as regras e palpita na edição de conteúdo.

E não para por aí!
Você continua palpitando no site, indicando seus atletas favoritos para determinada etapa do WCT. Basta determinar a melhor trajetória de uma competição em jogo e quanto mais acertos de atletas obtiver, mais chance de acumular "tampinhas" terá. A cada etapa você concorre a prêmios exclusivos e o quanto antes iniciar sua coleção de tampinhas, mais chances terá de concorrer a um prêmio surpresa no final da temporada de 2009.

Junte-se ao Hi-Scores e às centenas de pessoas que já fazem parte desta nova comunidade. Entenda nossa filsofia, leia nosso manifesto (http://www.hiscores.com.br/site/index.php?pag=manifesto.html) e mostre-nos que você também entende de surf.


Hang Loose SC Pro 2009//
Para a etapa brazuca do WCT você já começa a concorrer a um wetsuit Rip Curl 3,2mm zerado!
Ao soar da primeira bateria em Imbituba/SC, encerraremos os palpites e ficaremos ligados em todos os resultados!
Durante o evento estaremos ao vivo pelo Twitter (http://www.twitter.com/wctaovivo), comentando as baterias, postando resultados e, é claro, torcendo para os nossos brazucas!


Boa sorte!
hicrew//

domingo, 8 de março de 2009

A vez das mulheres

Lá vão elas mostrar como se faz. Foto: ASP

Guardei esta imagem com a intenção de escrever aqui sobre um fato que tem me impressionado. Só que - você já leu isto antes, aqui - na correria do dia a dia acabei não conseguindo escrever o que pretendia.

Mas hoje, domingo, dia 8 de março, aproveito pra unir o útil ao agradável: homenageio as mulheres no dia internacional delas.

O que eu queria escrever, é que a cada evento feminino do tour, eu fico mais impressionado. Não bastasse aquela onda da Silvana no primeiro round, com uma batida/aerial muito fluida, na linha e sem mão na borda, ganhando a sessão adiante na rápida onda de Snappers, depois assisti a Steph Gilmore rasgar do início ao fim uma onda em D'Bah como se fosse qualquer um dos top 44.

Sou do tempo que assistir o evento feminino era a coisa mais chata que existia. Na real, as meninas sempre eram escaladas para surfar na pior hora do mar (ainda são?) não por discriminação, mas para evitar que boas ondas fossem literalmente desperdiçadas com surfe lento, feio e duro.

Não mais. Se você ainda não passou a acompanhar o surfe feminino do tour, ainda está em tempo. Tem muita bateria feminina dando de dez em algumas masculinas.

Parabéns mulheres!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

sábado, 13 de dezembro de 2008

Nove

“My season is all about nines,” Slater said.
“Winning this event nine years later, I needed a 9th in the ninth event of the year
to win my 9th ASP World title, it's crazy." Foto: ASP

O mais incrível desta estória toda, é que o mesmo sujeito que apresentou ao mundo uma nova forma de atacar a onda, há pelo menos 10 anos, continua sendo o mesmo, ainda inventando maluquices (ou não), como surfar Pipeline grande e cavernoso numa 5'10" ou entubar de joelhos para encaixar melhor no tubo - não que ele fosse pequeno.
Grab rail? Lay back? Que nada, vai de joelhos que encaixa melhor! Foto: Surfline

Kelly Slater, "careca" para os íntimos (como você e eu), é um exemplo de superação, eficiencia, concentração e determinação. Ninguém, em nenhum outro esporte, jamais conseguiu se manter tão à frente do bolo como ele. E por tanto tempo. Assisti todas as competições vencidas por ele em 2008 e não tenho a menor dúvida ao afirmar: o sujeito nunca surfou tão bem como agora. Do jeito que a coisa vai, se ele quiser, o "dez" vem facinho, facinho.

Pipeline quebrou "daquele" jeito no dia da final. Marrom, lisa e cabulosa. Foto: Surfline

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Iutubi oficial do surfe

Segundo o e-mail que eu recebi da ASP hoje, foi lançada oficialmente a página da entidade no Youtube - "o único lugar na internet onde todos os melhores momentos de todas as competições oficiais poderão ser apreciados"...

Clica aqui e vai lá conhecer.

domingo, 14 de setembro de 2008

Backstage

Sunny Garcia tentando fazer o que não conseguiu dentro d'água. Foto: Steve Sherman

Para ver algumas fotos do evento em Trestles totalmente diferentes daquelas que você já viu e ainda vai ver várias vezes em todas as revistas e sites, clica aqui.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Cravando as bordas

Taylor Knox, cravando até a alma! Foto: Desconheço o autor. (recebi por emeio).

Sabe aquela expressão "cravando as bordas"? Pois é. Examine a foto acima. Agora me diga: aquele "top pro" da sua praia local crava a borda deste jeito? Não? Hummmmm...entendo.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Ok, eu me rendo!

O guri despachou os locais do pico pra seguir em frente. Foto: ASP

Quando o guri surgiu, eu juro que acreditava num futuro campeão mundial. Ele demonstrava aquela gana por vitória que só os campeões tem. Conquistava troféus como se fosse fácil. Bem, para ele, provavelmente era.

Daí, com esta naturalidade, classificou-se para o WCT vencendo o WQS com sobras. E já na primeira etapa, em Snapers, tirou um terceiro. Pronto. Tudo se confirmava, pensei eu, junto com meio mundo.

Ledo engano. O estilo estranho (caranguejex, de caranguejo) e a falta do uso das bordas comprometeu e o guri começou a despencar ranking abaixo. No ano passado, safou-se (classificando-se para o WCT via WQS) por pouco: venceu duas etapas de WQS, aos 45 do segundo tempo, em ondas ridiculamente pequenas. Que sortudo, pensei, arranjou duas etapas com ondas que só ele consegue surfar e está lá outra vez.

Mas a história reservou uma surpresa: o guri está dando um jeito de driblar a deficiência no estilo e na surfe "boardless" com uma estratégia de competição que talvez só perca para o careca, senhor todo poderoso das competições.

Tem competido de forma impecável e a sua primeira vitória no WCT, arrisco, é uma questão de tempo. Pouco tempo. E o release da ASP, que normalmente é resumidíssimo, mencionando apenas a "panela", já não se permite mais este direito. O guri virou figurinha fácil nestes textos:

"Brazil’s Adriano de Souza, who sits 4th on the ratings, continued his roll to take out South Africans Jordy Smith and Travis Logie today. 'I can't believe I won that heat,' de Souza said."

“To have two South African guys in my heat was really hard, they know this spot well. I was sitting out back waiting for the bomb and I got it and got a 9.00 which gave me the confidence to win the heat and beat Jordy. I've been on tour for two years, so I have more experience and I think that is how I won the heat.”

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Ponto de vista

Minha prancha até pode não ser igual a dele,
mas o meu computador é! KS redigindo a sua análise sobre o que
rolou em Bells. Foto: ASP

Eu já sugeri aqui o blogue dos caras. Se vocês tem visitado lá, desconsiderem este post. Mas se, como eu, por falta de oportunidade ou tempo não tem ido lá, eu publico aqui um pedacinho do post do careca, sobre a semana em Bells e, principalmente, uma análise do dia final, a partir do ponto de vista de quem correu as últimas baterias do dia.

Ele escreveu assim:

"Had a great finishing day but was really tired towards the end of four heats that day. Lots of paddling and work but all good in the end. Was looking to have a better battle with Andy who never got in sync with the waves unfortunately. Hobgood gave me a really great run and I narrowly squeaked that one. Taj wasn’t in top form but you always expect him to flair up but the waves didn’t let us in the semi. Bede had me on the ropes but let me surf alone at Rincon and I got one of those waves I spotted earlier in the heat. That about wraps up my week and a bit there. Off for some free time for a while. Take care. Thanks for tuning in here."

Lê o resto aqui.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Underdog

Rodrigo "Pedra" Dornelles - Top Surfer ASP

Há muito tempo eu bato na mesma tecla. Repito aqui neste blogue, já escrevi no Goiabada e falo ao vivo pra quem quiser me ouvir: o Rodrigo "Pedra" Dornelles tem a linha de surfe necessária para estar entre os tops do WCT.

Lá no Goiabada fui apedrejado por isto. Um leitor me acusou de não entender do assunto e afirmou que o Pedra tem um "estilo duro, feio e que nunca deu um aerial" - não entendi a estória do aerial, mas tudo bem.

Pois bem, em 2007 o Pedra ganhou uma segunda chance para provar que eu tinha razão. E conseguiu! O cara simplesmente terminou o ano em terceiro lugar no ranking do WQS (e desconfio que pelo embalo que vinha, se tivesse mais uns dois ou três eventos ele buscava os dois primeiros). E no WCT, basta uma classificação razoável, tipo um 9º no Pipe Masters, para ficar muito bem ranqueado também.

Agora sim está mostrando o surfe que tem. Se continuar por este caminho, pode subir ainda mais.

O mais importante é que eu não credito este progresso (nos rankings) por uma melhora no seu surfe. Este continua impecável e perfeito. O que mudou, na minha opinião, foi alguma coisa na cabeça dele. Deu aquele estalo que faltava e agora ele está se transformando num animal competitivo. Focado. E quando isto acontece, as ondas aparecem, as manobras saem e as notas acompanham.

Recebi hoje um e-mail de um leitor do blogue, que sintetiza o que eu penso sobre o assunto muito bem:

"Cara, em algumas oportunidades escrevi para teu mail, sobre diversos assuntos relacionados ao surf, por ser um leitor constante de teu blog, por tua relação com o surf no RGS e pelas tuas constantes contribuições a este esporte maravilhoso.
Mas me atenho, agora, ao surf do PEDRA e a constante cara virada da imprensa em geral pro surf, radical, perfeito, extremo e fluído que ele apresenta, em qualquer tipo de onda. Não consigo aceitar que a imprensa, principalmente do centro do país não tenha o bom senso e a capacidade de enxergar, ou melhor, de expor os feitos de um surfista de mais de 30 anos, que retorna ao WCT, faz a melhor campanha no WQS e WCT de um brasileiro e não é reconhecido.

Me atrevo a dizer que no quesito "estilo ", ainda que talvez o que menor tenha peso em decisões e notas de juízes, o PEDRA está no mesmo patamar que Tom Curren, Kelly Slater e Fábio Gouveia, não se pode negar, e que aliado ao estilo ele pontuou, e muito bem, em todos os tipos de onda que surfou, tanto em WQS e WCT, radical e com Go Fot it que faltou a muito top, me lembro bem em anos anteriores, TUBOS CASCUDOS EM MUNDAKA 8 PÉS, VACA ANIMAL EM PIPE 6 a 8 PÉS E AGORA EM HALEIWA 12 PÉS, não é pra qualquer em um.

Acredito que se tivéssemos mais uma ou duas etapas no WQS o PEDRA carimbava o 1º lugar a frente de Jordy e Dane......
Parabéns PEDRA Gian Lopes"

Muito bem, Gian. Concordamos. Agora deixa eu fazer mais um comentário: acompanhei a final de Sunset ao vivo, entrando madrugada adentro. Vibrei com o segundo lugar e o surfe apresentado pelo Léo Neves para conquistar esta classificação. Principalmente se considerarmos as ondas que estavam quebrando.

Mas será que só vão comentar isto? Será que não vão valorizar a classificação do Pedra no WQS? Quero acreditar que não. É só euforia - válida, diga-se de passagem - pela grande conquista do Léo. Daqui a pouco a poeira baixa e veremos a merecida homenagem ao Pedra sendo prestada.

Vou ficar de olho!