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terça-feira, 21 de agosto de 2018

WSL - Tahiti

Medina é "o cara" no Tahiti? Texto por Renato Sachs / Foto: WSL

WSL - FCS2 - Hierarquia, Legado, Futebol Brasileiro e Surf competição são palavras que estão martelando na minha cabeça desde a Copa da Rússia. Fico pensando como os Americanos (o início do esporte tem 2 teorias: começou no Hawaii ou Peru) ou Australianos, que começaram a expandir o formato de competição e indústria de surfwear mundo afora, estão protegendo a "sua cultura" dos brasileiros?

O Brasil do futebol também teve que ultrapassar barreiras entre os anos 20 e 50, pois o esporte era dominado por ingleses e países do leste europeu. A partir de 1958 nós conhecemos bem a história, fomos vitoriosos dentro e fora de campo. Somos umas das 5 maiores potenciais do esporte. 

No Surf, esporte como competição, também foram necessárias algumas décadas para forjarmos os nossos atuais campeões, é impressionante que não precisamos dos veículos de comunicação externos para chancelarmos nossa liderança. O melhor surfista deles (Dane Reynolds) precisa juntar 9 meses de gravações para fazer um clip de de 5 min para ser regojizado pelos sites mundo afora; coloca uma câmera ligada 5 minutos em alguma praia do Nordeste Brasileiro e espera o Show, tu teras uma novela de tantos momentos....  Nós temos 2 canais de TV exclusivos (Woohoo e Off) e ainda a ESPN nos brindando em full HD com o WCT. Algum país tem este currículo? As decisões continuam sendo tomadas por australianos ou americanos, os quais nunca pensaram ou conseguiram globalizar o esporte, a não ser pela inteligência de um camarada Argentino, que com muita dedicação colocou o nosso esporte nas Olimpíadas (se precisamos dela é outra conversa). Não seria hora de termos alguém competente vindo do Brasil para tomar as decisões do futuro do esporte? A WSL não pode pensar o Surf como um esporte local americano e se fechar para o resto do mundo, precisa sim abrir os olhos para exemplos como o das Seleções de Futebol menos privilegiadas, que buscam atletas de alta performance e acabam nacionalizando-os em busca de vitórias e intercâmbio para evolução do esporte.

As marcas de surfwear estão sendo deixadas de lado, vide a etapa do Tahiti que não tinha patrocinador Master, a WSL já deveria saber fazia alguns bons meses e mesmo assim não conseguiu vender a cota. Falta de força de vontade não deve ser, mas o comodismo de anos na segurança das marcas criaram uma dependência enorme. Acredito que a WSL nos enxerga como passageiros e podam a nossa potência executiva, eles precisam entender que uma das evoluções do esporte chegou pelos mares do Atlântico sul.

A competição na Polinésia colocou os nossos heróis em patamares mortais, a previsão não ajudou, mas a competição tem que acontecer e o calendário seguir...Continuo achando que o melhor formato de evento é o BWWT.

Round 1, Jordy Smith definitivamente precisa aprender a pegar esquerda, alguém critica ele como criticam o Toledo? Não, por que? também não sei...Ítalo parece que estava surfando outro mar, bons tubos e ondas longas, GM e Toledo (4 fins) fizeram o dever de casa, precisamos definitivamente de um point break para esquerda no início da temporada, estamos em agosto e somente agora podemos ver a violência, força e precisão do Gabriel, fora leitura de onda. Toledo sabe surfar ondas perfeitas como poucos, e a elegância é fora do padrão. Mineiro e sua técnica majestosa de entubar.

Round 2, as condições do mar me pareceram melhores, Julian caiu precocemente precisando de 
uma nota 1.84, um absurdo ele não ter um técnico brasileiro, inadmissível não ter alguém berrando no canal ou puxando a suas orelhas no pós bateria. Ian sangrando para passar, Colapinto admitindo que precisa treinar mais no local, Owen sendo Owen, força, flexibilidade e borda são seus aliados, a troca de equipamento lhe trouxe confiança, Rodrigues muito confortável e sabendo o que fazer, se não tem tubo vamos pro pau, em alto e bom tom, Jeremy na melhor entrevista resumiu o sentimento da nação: estamos no paraíso, não está 6´a 10´, mas estamos no paraíso, vou aproveitar!!! E olha que o camarada das Ilhas Reunião tem pedigree violentíssimo de tube rider. Jesse muito consciente e seguro passou a sua, Yago imitando GM, só que colocou o seu tempero no final caminhando sobre as águas.

Rounds 3 e 4 foram os mais difíceis de se competir, muita coisa em jogo e somente 1 onda boa por bateria, a sorte teria que andar colada no melhor estrategista e leitor de onda, coisa que o GM sabe fazer como poucos, a leitura da corrente contrária é absurda, ele não lê a onda pelo tamanho e sim pela corrente....os líderes e candidatos ao título da etapa foram seguros em suas escolhas, Ítalo sofreu um pouco, mas passou.

Finais, acredito que Toledo poderia estar de 3 fin, assim o pivô teria facilitado a verticalidade da prancha, Jeremy é um cara muito competente em ondas de reef e quanto a final para o Gabriel foi o inverso do ano passado, onde o Julian conseguiu 2 excelentes ondas no final da bateria, desta vez a onda vencedora apareceu no último minuto, onde no pós tubo o cara não conseguiu segurar a emoção e quase perde o resto da onda, eu disse quase, porque o equilíbrio e precisão que estes caras tem são dons da elite, esta onda acabou coroando o bi-campeão da etapa e camaradagem entre os finalistas.

Finalizando os assunto sobre legado, Felipe Pomar, Peruano Campeão Mundial em 1965, o feito inédito foi aproveitado pelos peruanos?

quarta-feira, 13 de junho de 2018

WSL - Uluwatu

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sorrindo, oceano, nadando, céu, água, atividades ao ar livre e natureza

WSL - FCS2 (Por Renato Ferreira Sachs)

Estamos passando por um momento histórico no Surf Profissional Brasileiro. A analogia que me passa pela cabeça é com o futebol, esporte criado pelos ingleses que após 50 anos de sua apresentação no Brasil chegou ao primeiro título mundial, jogamos e aprendemos, assim nos tornamos a maior potência do esporte, entre altos e baixos continuamos na liderança incondicional, somos a pátria de chuteiras....

O Surf como o futebol, não foi criação nossa, mas estamos chegando num ponto em que as vitórias se tornarão constantes e consagradoras. Estamos na liderança do Surf, não podemos mais nos achar incapazes ou prejudicados por complôs, estamos prontos para ganharmos e liderarmos. Nossos atletas estão ganhando com estilo, graça e força. Foram anos aprendendo, querendo e sofrendo para esta geração conquistar o ápice. Geração liderada pelo Mineiro, que mesmo sem o dom de Medina e Toledo, moldou o seu surf para ser campeão. Agora que aprendemos, estamos sendo copiados, não adianta fazer gol, tem que ser bonito.

Sr. Willian deve ser o mais brasileiro dos brasileiros no tour, corpo fortificado aliado à mente, foram 12 anos trabalhando para chegar no topo, chegou empurrado por uma palavra chamada "Desejo", trabalhou nas piores condições possíveis do WQS para fincar a bandeira no monte mais alto de Uluwatu (junto com Pipeline, Tahiti é uma das 3 principais ondas do Tour 18). Monte este que é abrigo e recebe os brasileiros há algumas décadas, segunda casa dos australianos. Não esquecendo do povo balinês que sempre nos recebeu com sorriso, ou seja, para nós o legítimo espírito do "ALOHA". Se nós éramos criticados por não surfar ondas grandes ou perfeitas este capítulo passou, faz parte da nossa rica história surfística. Podemos mais do que nunca sempre almejar o espaço mais alto do altar sem nos acharmos prepotentes ou arrogantes. Após as 2 etapas no arquipélago, Sr. Willian voltou com R$ 600.000,00 no bolso e ainda tem espaço para mais...

Antes da final me perguntei: quem vai levantar o Panda nos ombros e subir os 100 degraus, afinal o guri é pesado e se o surfe de frontside esta fora de moda?

Ítalo sofreu da mesma ressaca pós Bells quando competiu no Brasil.

Quartas de final, tivemos uma bela disputa entre Julian e Jordy, muito parelha assim como Medina e o Mickey. Entre Toledo e Sr. Willian revendo e revendo a bateria ainda acho que o Toledo teria uma bela margem de vantagem e saiu vencedor da bateria. Para o Sr. Willian seria a lei da compensação pelo ocorrido em Keramas? Kolohe lembrando Toledo, surf elétrico, vertical e mantendo o equilíbrio.

Semis e finais, quase colocaram o Panda em extinção, nesta nova escala de notas os erros ficam mascarados, pois as mesmas ficam muito próximas. O atual líder do tour Julian esta surfando metade do seu potencial, esta chato e previsível, o Tour hoje tem o surfista menos empolgante e forte como líder, esta sendo julgado pelo que poderia fazer e não pela realidade que tem apresentado.

Não posso deixar de parabenizar o Snapy (acredito que seja o primeiro Shaper Catarinense a ganhar uma etapa do WCT) pelo trabalho de longos anos que, associado ao seu atleta e às quilhas do MF large, chegaram numa prancha mágica que depois de 100 porradas no lip se manteve intacta. Ela deve estar torta e só deve funcionar em esquerdas, faz outra igual, mas que funcione só para direita!!!!

No placar dos sonhos para 2018 faltam as vitórias de: Jessé, Tomas, Ian, Michel, Alejo.....

quinta-feira, 25 de junho de 2009

High Scores

Numa semana em que eu enviei um release das minhas ondinhas pros amigos blogueiros, na esperanca de vê-los me ajudarem na lida diária de tentar instalar estes brinquedinhos por aqui, o mínimo que eu posso fazer é retribuir à altura.

Há pelo menos uma semana o Daniel, do Hi-Scores, me enviou a mensagem abaixo e eu, naquela correria que tem sido a minha vida nos últimos meses, nada de publica-la. Segue o recado do dele, ainda em tempo de ser aproveitado:

Hi-Scores//
um novo conceito em entretenimento no mundo surf.

Já imaginou ficar por dentro de todas as novidades do WCT, publicar suas próprias opiniões sobre competições profissionais, palpitar nos seus atletas favoritos e ainda concorrer a prêmios tudo no mesmo lugar?
Pois é! Ta aí o Hi-Scores!

O próprio nome já diz tudo. Queremos o seu melhor palpite sobre os resultados das etapas, sua opinião nas discussões de spots, ondas e competições. Acesse e experimente toda essa combinação única do universo do surf. É fácil navegar, simples de jogar e muito importante interagir e elevar suas chances de premiação.

Através de um blog pessoal, você publica seus textos, a equipe do Hi-Scores analisa a relevância da sua discussão e encaminha (ou não) para a seção central de novidades do site.
Chega de ficar só olhando! No Hi-Scores você dita as regras e palpita na edição de conteúdo.

E não para por aí!
Você continua palpitando no site, indicando seus atletas favoritos para determinada etapa do WCT. Basta determinar a melhor trajetória de uma competição em jogo e quanto mais acertos de atletas obtiver, mais chance de acumular "tampinhas" terá. A cada etapa você concorre a prêmios exclusivos e o quanto antes iniciar sua coleção de tampinhas, mais chances terá de concorrer a um prêmio surpresa no final da temporada de 2009.

Junte-se ao Hi-Scores e às centenas de pessoas que já fazem parte desta nova comunidade. Entenda nossa filsofia, leia nosso manifesto (http://www.hiscores.com.br/site/index.php?pag=manifesto.html) e mostre-nos que você também entende de surf.


Hang Loose SC Pro 2009//
Para a etapa brazuca do WCT você já começa a concorrer a um wetsuit Rip Curl 3,2mm zerado!
Ao soar da primeira bateria em Imbituba/SC, encerraremos os palpites e ficaremos ligados em todos os resultados!
Durante o evento estaremos ao vivo pelo Twitter (http://www.twitter.com/wctaovivo), comentando as baterias, postando resultados e, é claro, torcendo para os nossos brazucas!


Boa sorte!
hicrew//

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O homem que salvou o surfe profissional

Mano Ziul ou Manoziul? Foto: ESPN

O blogue dos imãos Hobgood é um endereço obrigatório para quem procura diversão, informação, abobrinhas e coisas do gênero do meio surfístico internacional.

Vai lá e dá uma olhada na série de vídeos que eles fizeram durante o WCT de Teahupoo. Comédia total.

Só que agora o Cidiei começou a levar esta estória de blogueiro misturado com reporter a sério. Acaba de inaugurar o trabalho de jornalista na ESPN com uma entrevista bem interessante com o brasileiro à frente da Beach Byte, responsável pelas transmissões via internet e pelo sistema de notas do ASP.

Clica no título para ler a entrevista, em inglês.

domingo, 3 de maio de 2009

Faça a sua aposta


A revista Surfer tem o seu Fantasy Surfer e há alguns anos eu brinco de tentar acertar quem vai vencer no WCT. O problema é que o site é em inglês e por este motivo muitos brasileiros acabam ficando de fora da brincadeira.

Há alguns meses li na "terra de Maine" sobre esta alternativa brasileira para o Fantasy. Na verdade trata-se de uma idéia mais bem elaborada e com regras totalmente diferentes daquela encontrada na versão gringa. E um grande facilitador: em português.

Vamos lá, ainda restam 8 chances para você mostrar que entende do assunto.

sábado, 2 de maio de 2009

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Como vencer o careca

Owen, faceirinho depois de vencer a sua bateria do Bells contra o Careca. Foto: Fergus Preston

"Jamais olhe ele no olho", disse Parko pro Owen Wright, quando este pediu-lhe algumas dicas de como competir contra o Careca. A história é engraçada, leia o resto aqui.

domingo, 8 de março de 2009

A vez das mulheres

Lá vão elas mostrar como se faz. Foto: ASP

Guardei esta imagem com a intenção de escrever aqui sobre um fato que tem me impressionado. Só que - você já leu isto antes, aqui - na correria do dia a dia acabei não conseguindo escrever o que pretendia.

Mas hoje, domingo, dia 8 de março, aproveito pra unir o útil ao agradável: homenageio as mulheres no dia internacional delas.

O que eu queria escrever, é que a cada evento feminino do tour, eu fico mais impressionado. Não bastasse aquela onda da Silvana no primeiro round, com uma batida/aerial muito fluida, na linha e sem mão na borda, ganhando a sessão adiante na rápida onda de Snappers, depois assisti a Steph Gilmore rasgar do início ao fim uma onda em D'Bah como se fosse qualquer um dos top 44.

Sou do tempo que assistir o evento feminino era a coisa mais chata que existia. Na real, as meninas sempre eram escaladas para surfar na pior hora do mar (ainda são?) não por discriminação, mas para evitar que boas ondas fossem literalmente desperdiçadas com surfe lento, feio e duro.

Não mais. Se você ainda não passou a acompanhar o surfe feminino do tour, ainda está em tempo. Tem muita bateria feminina dando de dez em algumas masculinas.

Parabéns mulheres!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Aposta

"At the beginning of the year I told you I thought Jihad would do better then Heitor. (Sorry Heitor - I was wrong, and you’ve spanked me twice this year.) You’ve claimed your Tiago call many times over, and Heitor. Both great calls that I now totally agree with. Are there calls that you’ve made at the beginning of the year that you now see where way off? I bet that Jordy would win a contest this year."
CJ Hobgood no blogue dele, entrevistando Lewis Samuels,
o cara que escreve o Power Rankings, do Surfline.


Quando Mineirinho surgiu para o mundo, eu cheguei a apostar nele como um futuro campeão mundial. A maneira como ele tomou de assalto o WQS sem tomar conhecimento de ninguém, me enganou fácil.
Depois, examinando com mais atenção o surfe do guri e comparando-o com os resultados que ele estava obtendo no WCT, me decepcionei. Critiquei bastante a falta de linha, surfe de borda e afirmei que o seu futuro no circuito mundial estava com os dias contados.

Nem 8 e muito menos 80. O guri é, acima de tudo profissional. Quem não tem cão aprende a usar o que tem e corrige o que é possível ser corrigido. Mineirinho jamais vai ter a linha do Joel Parkinson. Tampouco vai cravar a borda como Bede Durbidge. Mas aprendeu a competir no WCT. Está usando a prioridade como ninguém e - observem - normalmente são dele as duas melhores ondas que entram na bateria. Numa competição onde o vencedor ganha no detalhe, ter a melhor tática faz toda a diferença. Ou alguém aí acha que o Careca apenas surfa melhor do que todo mundo?
O problema é justamente quando o detalhe favorece o outro lado. Acredito que o Mineirinho está onde merece: Top 10. Sem dúvida, é um dos dez melhores competidores do mundo. Mas toda a vez que ele competir contra os Top 5 vai sofrer. E na maioria das vezes, vai perder (como tem acontecido quando cruza com o Careca). Sabem por que? Porque mesmo que ele pegue as duas melhores ondas e mantenha a prioridade, o outro cara vai cravar mais a borda e vai desenhar a onda de forma mais suave do que ele. E os juízes do WCT tem o olhar apurado. Eles tem o replay, para ser assistido quantas vezes forem necessárias, antes de soltar a nota. E neste caso, apenas neste, o detalhe vai jogar contra o Mineiro.

Tudo bem, mas o que tem a ver a frase do CJ lá em cima com o Mineiro? Nada. Tem a ver com o Heitor. Na minha humilde opinião, trata-se do único brasileiro hoje, com linha e consistência pra enfrentar aqueles 5 que não vão perder pro Mineirinho.
E não estou sozinho com esta opinião. Tenho lido em diversos lugares - fora do Brasil - que o Heitor tem surfe pra chegar lá. Quem não se deixa impressionar por fogos de artifício ou aéreos 360, sabe que este cearense tem o algo mais. Não que ele não tenha o seu arsenal de confetes e serpentinas, mas isto ele guarda para a hora em que é necessário um último recurso - como naquela bateria (quase) perdida em Imbituba. Mas daí são outros quinhentos: era uma fechadeira de 2 metros. Um floater? Um reentry? Nada! Vai de voadeira mesmo!

Claro que ainda é cedo pra apostar e exigir qualquer coisa do cara. Mas teria sido a maior injustiça se ele não se reclassificasse. Tive o prazer de encontra-lo dentro dágua em Tramandaí, na semana antes do Natal (ele veio passar o final de ano com a família da noiva) e não resisti: remei até ele e lasquei: "fora o Careca tu és o único titular no meu Fantasy Surfer. E digo mais, com a tua linha de surfe, só não serás campeão mundial se não quiseres...". Ele ficou me olhando com cara de quem não entendeu nada e respondeu: "Eu preciso ganhar experiência..."

Tudo bem Heitor, tome o tempo que precisares, mas entende uma coisa: linha de surfe não se aprende. Ou se nasce com ela ou não. E isto tu já tens. Agora trabalha naquilo que te falta.

Minha aposta.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Nove

“My season is all about nines,” Slater said.
“Winning this event nine years later, I needed a 9th in the ninth event of the year
to win my 9th ASP World title, it's crazy." Foto: ASP

O mais incrível desta estória toda, é que o mesmo sujeito que apresentou ao mundo uma nova forma de atacar a onda, há pelo menos 10 anos, continua sendo o mesmo, ainda inventando maluquices (ou não), como surfar Pipeline grande e cavernoso numa 5'10" ou entubar de joelhos para encaixar melhor no tubo - não que ele fosse pequeno.
Grab rail? Lay back? Que nada, vai de joelhos que encaixa melhor! Foto: Surfline

Kelly Slater, "careca" para os íntimos (como você e eu), é um exemplo de superação, eficiencia, concentração e determinação. Ninguém, em nenhum outro esporte, jamais conseguiu se manter tão à frente do bolo como ele. E por tanto tempo. Assisti todas as competições vencidas por ele em 2008 e não tenho a menor dúvida ao afirmar: o sujeito nunca surfou tão bem como agora. Do jeito que a coisa vai, se ele quiser, o "dez" vem facinho, facinho.

Pipeline quebrou "daquele" jeito no dia da final. Marrom, lisa e cabulosa. Foto: Surfline

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Exclusivas de Mundaka


Meu amigo Rodrigo, o BT, mudou-se para a Espanha no início deste ano. Antes de ir, estava com dois corações. Sabia que tratava-se de uma espécie de "up grade profissional". Ia assumir um posto importante dentro da empresa. Além disso, seus dois filhos teriam a oportunidade de crescer na Europa, fora, claro, o conforto para toda a família, de viver no primeiro mundo.

Mas por outro lado, estavam deixando para trás amigos, a convivência social, familiar e para o BT, a possibilidade de surfar com a turma.

Bobagem. De lá pra cá, ele só tem mandado notícias fabulosas. Nunca surfou tanto, tantas ondas boas. Final de semana fora de casa para a família, ora é em Londres, ora em Dublin. Os filhos estão super bem ambientados, na escola e na vida social e o melhor de tudo, é que eles descobriram que quando a saudade aperta, o Brasil nem é tão longe assim. E para nós, a Espanha nunca esteve tão perto.

Já estou acostumado a receber seus surf reports e várias fotos que chega a dar nojo. Como Mundaka é muito perto de onde mora, Bilbau, o BT deu um pulinho no WCT e providenciou este depoimento e fotos, exclusivo para o blogue:


"Seguem fotos do campeonato em Mundaka. Assisti a bateria do Adriano com o JP, estava vendo o mar desde 1,5 horas antes da bateria iniciar, inclusive o Occy estava na água, e posso garantir-lhes o Adriano não queria ganhar ou errou completamente a estratégia. Em primeiro lugar, estranhei ele entrar de round pin, acho que era o único com esta rabeta, mas é um assunto que domino muito pouco.



Mas estava vendo o surf e as ondas que tinham e a impressão que fiquei é de que ele estava esperando por uma onda que não existia, pelo menos não naquela manhã. Não bastasse isso, quando disseram para os surfistas irem para a água que a área estava limpa, o JP já estava entrando e o Adriano entrou somente uns 15 minutos depois.



Acontece que o JP já tinha pego umas 5 ondas enquanto o Adriano remava até o pico e isso fez com que ele conhecesse as ondas. Quando o Adriano chegou no pico, começou a bateria. A primeira série veio perfeita para ele, e era igual às melhores que eu estava vendo desde as 9h30, mesmo assim ele não foi e deixou o JP tirar um 7 e pico, depois ele voltou para o pico e quando entrou a próxima série, com prioridade para o Adriano, mais uma vez ele deixou passar e mais uma vez o JP pegou uma boa esquerda e pontuou 6 e pico, daí o tempo foi passando e ele foi pegar sua primeira onda quando faltavam menos de 10 minutos para terminar a bateria. Daí ele já estava na Kombi... Larguei de mão e me toquei para Biarritz.

Um abraço, BT"

Fala, enea!

Disco quebrado, coleção de troféus, diga lá: nem sei mais como ironizar esta cena. Foto: Surfer

Jake Howard, da Surfer, pegou o Careca ainda molhado (opa!), recém coroado enea campeão (alguém avise a mocinha do programa lá que é enea, com a sílaba tônica no primeiro "e", por favor) e fez as perguntinhas de praxe, inclusive aquela outra lá, sobre o 10 e tal...

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Hot 100

Se seu surfe fosse sempre assim, montado na borda,
seria praticamente imbatível no WCT. Foto: Surfer


Já disse antes e repito agora: o guri está dando a volta por cima. Está compensando suas deficiencias com estratégia - muita estratégia - e já não é mais um azarão. Tanto que é o único a fazer companhia ao Careca como titular absoluto no meu Fantasy Surfer.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

9 chegando...

Clica aqui e lê (mas tem que ser hoje, porque amanhã esta postagem estará caduca).

Acrescento ao que não está escrito lá, o seguinte:

1) O careca não costuma amarelar em situações de pressão. E esta é uma delas;
2) Taj Burrow costuma amarelar em situações de pressão. E esta é uma delas;
3) Correndo por fora, temos o Mineiro, que mais uma vez dá pinta de chegar à zona do agrião;
4) Vale a torcida pro Pedra, ele merece.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Iutubi oficial do surfe

Segundo o e-mail que eu recebi da ASP hoje, foi lançada oficialmente a página da entidade no Youtube - "o único lugar na internet onde todos os melhores momentos de todas as competições oficiais poderão ser apreciados"...

Clica aqui e vai lá conhecer.

domingo, 14 de setembro de 2008

Backstage

Sunny Garcia tentando fazer o que não conseguiu dentro d'água. Foto: Steve Sherman

Para ver algumas fotos do evento em Trestles totalmente diferentes daquelas que você já viu e ainda vai ver várias vezes em todas as revistas e sites, clica aqui.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

E ninguém tira este disco da vitrola!!

Frieza, determinação, qualidade, linha, surfe moderno e veloz, competência, competitividade, senso apurado para escolher a onda certa e muita, mas muita sorte. Estes requisitos e mais uma lista interminável fazem deste sujeito um perfeito animal competitivo. E um baita surfista. Nós surfistas estamos bem representados pelo Sr. Robert Kelly Slater. Foto: ASP

domingo, 7 de setembro de 2008

Outros tempos

Silvana Lima surfando como se deve. Foto: ASP

Acredite: houve um tempo em que assistir baterias do surfe feminino no circuito mundial dava sono. Agora examine a foto acima com atenção. A posição dos pés, a perna de trás esticada, o rastro...definitivamente vivemos outros tempos...

Meia boca!

Não rolou por falta de ondas.....o quêêêêêê....??!! Foto: ASP

Estava contando os minutos para o início das corridas em Trestles. Domingão frio pra burro, vento sudoeste assoviando nas janelas viradas para oeste aqui no sétimo andar, não havia programa melhor do que sentar em frente ao computador com um saco de pipocas e uma guaraná.

Só que não rolou. Segundo o diretor do evento, Mike Parsons, apesar de estar rolando uma brincadeira, os próximos dias prometem ser muito melhores....