quinta-feira, 21 de abril de 2005

Sacanagem!

Este banco de direitas está firme como concreto...

Todas as previsões da semana apontavam para um feriado de Tiradentes sem ondas, ou melhor, com ondas porém com muito vento e chuva. Não pensei duas vezes em aceitar um convite para um almoço com a família da minha esposa.

E as previsões estavam erradas!!! Ao abrir a janela do meu quarto pela manhã, pude perceber que havia um pouco de sol e também uma leve brisa de terral.

Depois foi só confirmar no Ondas do Sul que meu feeling não estava errado: altas! Sacanagem!
Isto é bom que tenha acontecido, pois com estes sites de previsão a gente acaba esquecendo do bom e velho "feeling" de surfista que adquirimos ao longo de anos de observação das nuvens, céu, temperatura, vento, etc.

quarta-feira, 20 de abril de 2005

Rolê pela Califórnia

Em algum lugar da Califórnia | Foto: Pat Stacy

Para quem não teve a oportunidade de ler, vale a pena: a matéria "California Underground" de autoria de Nick Carrol, irmão mais velho do Tom, na revista Surfing de maio, está demais.

O cara largou o inverno havaiano e até as ondas quentes de sua terra natal, a Austrália, para se aventurar durante 10 dias pelos picos mais casca-grossa (do ponto de vista do localismo) californiano, em pleno inverno, só para tirar a febre, ver se o localismo por lá é tudo o que dizem...

Abaixo, um trecho da matéria, onde ele explica as regras que criou para ele mesmo, para que a matéria tivesse credibilidade:

"I’ve set myself certain rules for this assignment. I’ve made these rules so as to keep myself in the realm of any other surfer who might want to wander the California coast and surf anywhere he chose.

- I’ve gotta go by myself, or with one other person, no more, no photography.
- I can’t draw on any friendly local resources beforehand – pulling some sort of weight through connections would distort the circumstances too much.
- I’ve got to approach the sessions the way I would at any unfamiliar break, given many years of surfing experience – give other surfers plenty of room, but don’t betray your own right to figure out the break and ride the waves that come your way.
- I don’t have to offer any information about what I’m doing, but I do have to answer people’s questions if asked.
- I can ask non-local friends for information on the spot, and use other publicly available information – online, books etc.
- I can’t retaliate with violence of any kind, and will only report incidents to the cops if they involve serious or permanent damage to limb or possessions.

I truly hope I don’t have to call the cops."

Compre a revista ou leia um trecho maior da matéria no site da Surfing.

sábado, 16 de abril de 2005

Altas em Tramandaí!!

Direita locomotiva.

Vento sudoeste forte, corrente fraquinha, só pra dar shape às direitas que estão entrando como se fossem intermináveis...

Desculpem a baixa qualidade das fotos, mas acho que dá pra "pescar" que não estou exagerando, né?

O surfe de hoje pela manhã durou três horas. Foram vários e vários kilômetros de direitas lisas, tubulares e perfeitas. Tô moído!

Amanhã tem mais!

sexta-feira, 15 de abril de 2005

Bom comportamento

Por Eduardo "Gringo" Patussi
Onda psicodélica em algum lugar

Na Páscoa de 2004 fiz uma viagem solo, sem me preocupar com outra coisa qualquer que não fosse surf e aproveitar os momentos de intervalo para refletir sobre minha vida, carreira, futuro...

Escolhi o extremo norte do Perú (ainda não conhecia a região e as ondas no Perú são realmente muito boas).

Alguns amigos já haviam me contado das vantagens de viajar só: horários, direções e outras opções: ninguém para opinar ou contrariar (nunca tive problemas em dividir ou aceitar opiniões, mas é interessante a experiência). Só que estas vantagens já me eram familiares e o que mais me impressionaou na experiência, foram outras que acabei descobrindo.

Várias vezes quando chegava em um lugar, precisava avaliar a melhor maneira de entrar no mar, observar os outros surfistas, contar as séries (perde-se um tempinho, mas aprende-se muito), às vezes optar pela maneira mais difícil porém mais segura, às vezes arriscar por uma situação mais perigosa mas com menor esforço, e às vezes perguntar para os outros sobre a melhor maneira de entrar e sair do mar, ou seja, acertar e errar sózinho, aprender a avaliar a situação.

Mas o que me impressionou mesmo foi a receptividade na água (muito diferente de quando chega-se num grupo de três, quatro ou mais). Chegava no outside e me colocava a uma distância respeitosa do pequeno (às vezes ) crowd e aos poucos - e sem pressa - ia chegando mais próximo. Imediatamente cumprimentava os demais e todos, quando possível - afinal era eu quem acabava de chegar.

Para minha surpresa em várias ocasiões fui abordado para uma conversa amigável e às vezes com um aceno convidando-me a me aproximar mais e literalmente dividir as séries. Algum desavisado ira pensar: "pô o cara fica na beirinha"... Mas não. Estou falando de point break, remadão até o "line up", séries demoradas, ondas grandes (pelo menos para nossos padrões) e longas, muito longas. Geralmente o assunto era "de onde vens", "estas só" (com ar de impressionado e respeito), etc...
Logo o assunto partia para a atitude: "onde aprendeste a encarar o pico dos outros desta maneira", etc...

As portas abriam-se ao natural, boa educação e cortesia respondidas na mesma moeda. E assim foi por todos os dias e locais da viagem. O que me fez criar um hábito (que nem sempre pratico, talvez por descuido) de cumprimentar as pessoas que já estão no mar quando chego e só chegar no pico após pegar algumas intermediárias, como também evitar de chegar com carro superlotado, pois assusta.

Sei que nesses tempos de crowd infernal nem sempre é possível cumprimentar todos (sob o risco de parecer político em campanha) ou chegar sózinho, e nem sempre é fácil chegar "no sapatinho" em nosso litoral, pois temos corrente, muitas vezes indefinição de picos, muita gente...
Ou ainda esperar a "fila" mas com certeza é o melhor para todos: o próprio recém chegado, o sujeito com cara de poucos amigos que já está ali, o sujeito que acha que todas as ondas são dele, o iniciante que insiste em ficar na frente na melhor do dia, o cara que sabe as manhas do pico, o outro que melhor preparado rema mais que golfinho, e os dentes da frente).

quinta-feira, 14 de abril de 2005

O finde promete!

Imagem do site Buoyweather | 18h15 |

A imagem acima é da bóia localizada na altura de Porto Alegre / RS, mas se você está em outra região - ou está indo para outro lugar - vai no Buoyweather e faça sua própria consulta.

Mas fique atento pois a previsão muda a cada hora. Vale à pena ficar consultando várias vezes por dia para acompanhar como a coisa está se configurando.

terça-feira, 12 de abril de 2005

Frio e perfeito

Fort Point | San Franciso | CA | EUA
(Valeu pela foto, Tora)


Quem já teve a oportunidade de conhecer San Franciso sabe que trata-se de um lugar inesquecível.

O que pouca gente sabe é que em baixo da ponte Golden Gate há um tesouro.

Fort Point é um daqueles picos que demoram a acordar. Exige condições especialíssimas para quebrar, mas quando acontece...

O único problema é que é muito frio e poluído. Imagine que ali é a saída da baía que fica às margens das cidades de San Franciso e Oakland entre outras menores. Mas vamos combinar: com estas ondas, quem vai se preocupar com o frio e a sujeira??

segunda-feira, 11 de abril de 2005

Visual limpo

Assim é que deve ser: só o mar e a areia - sem quiosques.

Ainda pode-se ver nos cantos da imagem, automóveis na praia, mas este problema também devemos resolver mais adiante, se Deus quiser.
Por hora, a boa notícia é que uma parte do problema está sendo resolvida com a retirada dos quiosques da beira da praia.

Não suportávavamos mais a sujeira causada pela presença destes quiosques que mais parecem barracos. Durante o veraneio, é ao redor deles que a "tigrada" se reúne para tomar umas e outras ao som de um pagode, de preferência no volume mais alto. Ao final da tarde, o zoológico que se formava ali era absurdo.
Depois, durante os meses de inverno eles literalmente se transformavam em barracos, servindo de trocador e até banheiro para os surfistas mais desesperados.

Na verdade, estas construções davam à beira da praia um aspecto sujo e feio.

Não mais. Tramandaí está começando a trilhar um caminho que, se continuar a ser seguido, a levará a ser considerada uma das praias mais belas do nosso litoral.

Só nos resta agora eliminar os automóveis da beira-mar. Mas esta é uma outra estória. Há um desafio aí, mas temos um tempinho para tomar fôlego. A situação ficará crítica quando o final do ano se aproximar. Até lá, devemos nos preparar para uma nova batalha. A da temporada que passou, surtiu efeito no final de fevereiro, com a proibição parcial do acesso dos automóveis à areia. Precisamos conseguir que a Prefeitura e Brigada Militar, proibam totalmente o acesso e já a partir de dezembro deste ano.

Está lançado o desafio.

Esquerda de sonho

É exatamente o que eu estava precisando agora.

Lembra Puerto, mas não é.
La Punta, ainda em Puerto, possibilidade.
Bali, Hawaii, Nova Zelândia...

Faz diferença?

É uma esquerda de sonho e pronto!

Começa a retirada dos quiosques em Tramandaí

(Litoral Notícias | 11/4/2005)
Com o prazo expirando no dia 12 de abril, os quiosques da orla de Tramandaí já começaram a ser retirados.

Os proprietários foram notificados pela Prefeitura que teriam de sair há 30 dias. Muitos ainda estão abrindo e tentam aproveitar o resto de tempo que têm. Os que já fecharam, tiveram os quiosques demolidos. A retirada é uma exigência da Secretaria de Patrimônio da União - SPU.

A Prefeitura de Tramandaí conseguiu ampliar o prazo para essa medida, que estava prevista para o início de 2004.
Agora, a Justiça determina que o município cumpra o acordo, feito através de um termo de ajustamento.

“Estamos dando tempo para que os quiosqueiros possam encerrar suas atividades e fazer a retirada de seus pertences com calma, sabemos que é um momento de muita incerteza para dezenas de famílias”, disse o secretário de Meio Ambiente, Renildo Chagas. De acordo com o secretário, em breve o prefeito Rapaki estará convocando os quiosqueiros para uma reunião que vai definir a próxima temporada.

quarta-feira, 6 de abril de 2005

Goiabada

Se você está gostando do que está vendo - e lendo - aqui, vai gostar muito mais de ler o que está no espaço chamado "Goiabada" do amigo Julio Adler. Clica ali e deleite-se.

Há muito tempo tenho o prazer de acompanhar os textos dele. Suas colunas sempre me deram a certeza de que, sim, no Brasil também temos bons escritores do surfe. Escritores que analisam o nosso comportamento sob um olhar crítico. Daqueles que não dizem amém para tudo que vem escrito em inglês. Um verdadeiro jornalista-crítico-surfista-tupiniquim.
Ultimamente vinha lendo o Júlio na revista Surf Portugal. Só que de uns tempos pra cá, a revista desapareceu das bancas gaúchas. Foi um problema, pois além de perder o acesso ao surfe europeu através de uma revista muito boa, também perdi o prazer de ler os textos dele.

Agora não mais. A não ser que o Júlio tire do ar a sua Goiabada, tenho a garantia de receber suas colunas à domicílio, direto na telinha do meu iBook. Quanta mordomia!