terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Balanço final

Occy. O circuito perde um gênio.
Tirando o mala do JT da frente (que cara chato), esta imagem traduz fielmente
o estado de espírito deste ícone da história do surfe mundial.

Neco. Salvo aos 45 do segundo tempo. Exemplo de garra e determinação.
Não se entrega jamais. Briga até o último segundo. Mas a qualidade do surf não permite que ele chegue mais longe do que já foi. Falta-lhe linha.

Parko. Que estilo. Que linha. O cara faz qualquer manobra parecer fácil.
Não luta com a onda. Flui com ela. Merece um título mundial. Mas estar
entre os quatro está de bom tamanho para ele.

O que dizer deste aí? Neste ano, sem querer, quase fatura o nono. Cansou? Talvez.
Não creio. Competição faz parte do DNA dele. Dizem que não gosta de perder nem no
par ou ímpar. Contanto que continue a emprestar para o surfe o carisma
que tem (em qualquer meio), está ótimo.

Quem frequenta este blogue já não aguenta mais me ler enchendo a bola deste guri. Fazer o quê? Olha esta foto. Examina a linha, o estilo, a velocidade...Sem dúvida trata-se de um dos melhores surfistas do mundo. Mesmo contra a vontade de alguns brasileiros, que preferem ver piruetas, fogos de artifício e estrelinhas brilhantes, o power surf do Pedra levou-o este ano ao posto de melhor representante brasileiro no WQS e WCT. Só isto. Ano que vem promete.

Bede Durbidge. Silenciosamente vai afirmando-se como um dos mais
consistentes competidores do tour. Está ficando acostumado a subir no pódio e
apesar das condições ridículas de Pipeline, há que se valorizar a vitória da Tríplice Coroa: Haleiwa e Sunset foram disputados no Havaí.

Mick Fanning = foco = título mundial -> máquina de competir.

O bodoso teve um ano ridículo. Muito abaixo do surfe que tem.
O casamento deve ter atrapalhado sua concentração. E provavelmente a dificuldade de lidar com a frustração de perder várias baterias em sequência também...

Raoni. Já houve um tempo em que eu tinha certeza que ele seria um top do WCT. E este também era o pensamento da maioria dos tops. O que ninguém sabia é que o que sobra no Pedra neste momento, falta ao Raoni: cabeça. O surfe está ali. Falta o "clique" para ele. Deveria conversar com o Pedra para descobrir qual é o segredo.

Faltou gente e foto aqui, eu sei. Faltou uma do Taj Burrow, comentando a sua síndrome de vice. Faltou dos brasileiros, principalmente do PIG, que poderia salvar o ano em Pipe, mas o campeonato acabou rolando "em outra praia". Deveria ter uma foto das meninas, comentando sobre a belíssima apresentação da Jaque, bi-campeã do WQS e da Silvana, que deu um sufoco nas tops e por pouco não conquistou o título. Podería também comentar sobre a Stephanie, que bateu recordes, quebrou paradigmas e mostrou muito surfe...

Enfim, o que fiz foi fazer como se estivesse conversando com o leitor, sem ir atrás de números e estatísticas. Agi no instinto, botando "no papel" aquilo que estou pensando neste exato instante.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Ah, que inveja!


Bournemouth: bem que podia ser Tramandaí...

Europe’s first artificial surf reef at Boscombe got the green light this week.

The Marine and Fisheries Agency has granted Bournemouth Borough Council a special environment licence to begin construction of the project. The Council is on course to start construction in spring 2008, with the reef anticipated to be completed in time for the October 2008 swell.

Continue lendo aqui.

sábado, 15 de dezembro de 2007

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Surfe na Cultura!

Clica na imagem para amplia-la.

Para mim é como juntar a fome e a vontade de comer. Sou um ávido devorador de revistas e livros. Não apenas para ler, mas também para tocar, admirar e até cheirar (!). Desde criança eu tenho esta paixão por impressos (cada louco com suas manias).

Desde a inauguração da Livraria Cultura aqui de Porto Alegre, eu tenho dado uma passadinha quase todas as semanas por lá. Fico minutos intermináveis, folheando, admirando e literalmente babando com a infinidade de "docinhos" que encontro.

Como normalmente passo no final da tarde, é comum perceber que há uma noite de autógrafos ou alguma apresentação acontecendo. Gosto muito quando trata-se de algum show de jazz. Isto torna o prazer de passear entre os livros e revistas uma experiência mais gostosa ainda.

Mas agora, nesta segunda-feira que se aproxima, o meu prazer será muito maior: o surfe tomará conta da casa. O George e o Torrano estarão lançando o livro Wavetoon numa noite especial, em que os velhos surfistas poderão reviver os tempos de filmes Super 8 projetados em auditórios (em Porto Alegre era no IPA ou no São Manoel) e os jovens surfistas poderão experimentar um pouquinho desta nostalgia. A pérola a ser projetada é nada mais nada menos do que Free Ride, talvez um dos maiores clássicos já produzidos. E para quem não assistiu, duas dicas (são minhas cenas preferidas): o tubo duplo de Shaun Tomson e Mark Richards em Off The Wall e "a melhor onda do dia, no melhor dia do ano" em Honolua Bay, por Mark Richards.

Então tá: todo mundo lá!

Ondulação

Tem swell na área, galera!

Virei leitor cativo ao ler o post mais recente. Vai lá! Vale a pena.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Underdog

Rodrigo "Pedra" Dornelles - Top Surfer ASP

Há muito tempo eu bato na mesma tecla. Repito aqui neste blogue, já escrevi no Goiabada e falo ao vivo pra quem quiser me ouvir: o Rodrigo "Pedra" Dornelles tem a linha de surfe necessária para estar entre os tops do WCT.

Lá no Goiabada fui apedrejado por isto. Um leitor me acusou de não entender do assunto e afirmou que o Pedra tem um "estilo duro, feio e que nunca deu um aerial" - não entendi a estória do aerial, mas tudo bem.

Pois bem, em 2007 o Pedra ganhou uma segunda chance para provar que eu tinha razão. E conseguiu! O cara simplesmente terminou o ano em terceiro lugar no ranking do WQS (e desconfio que pelo embalo que vinha, se tivesse mais uns dois ou três eventos ele buscava os dois primeiros). E no WCT, basta uma classificação razoável, tipo um 9º no Pipe Masters, para ficar muito bem ranqueado também.

Agora sim está mostrando o surfe que tem. Se continuar por este caminho, pode subir ainda mais.

O mais importante é que eu não credito este progresso (nos rankings) por uma melhora no seu surfe. Este continua impecável e perfeito. O que mudou, na minha opinião, foi alguma coisa na cabeça dele. Deu aquele estalo que faltava e agora ele está se transformando num animal competitivo. Focado. E quando isto acontece, as ondas aparecem, as manobras saem e as notas acompanham.

Recebi hoje um e-mail de um leitor do blogue, que sintetiza o que eu penso sobre o assunto muito bem:

"Cara, em algumas oportunidades escrevi para teu mail, sobre diversos assuntos relacionados ao surf, por ser um leitor constante de teu blog, por tua relação com o surf no RGS e pelas tuas constantes contribuições a este esporte maravilhoso.
Mas me atenho, agora, ao surf do PEDRA e a constante cara virada da imprensa em geral pro surf, radical, perfeito, extremo e fluído que ele apresenta, em qualquer tipo de onda. Não consigo aceitar que a imprensa, principalmente do centro do país não tenha o bom senso e a capacidade de enxergar, ou melhor, de expor os feitos de um surfista de mais de 30 anos, que retorna ao WCT, faz a melhor campanha no WQS e WCT de um brasileiro e não é reconhecido.

Me atrevo a dizer que no quesito "estilo ", ainda que talvez o que menor tenha peso em decisões e notas de juízes, o PEDRA está no mesmo patamar que Tom Curren, Kelly Slater e Fábio Gouveia, não se pode negar, e que aliado ao estilo ele pontuou, e muito bem, em todos os tipos de onda que surfou, tanto em WQS e WCT, radical e com Go Fot it que faltou a muito top, me lembro bem em anos anteriores, TUBOS CASCUDOS EM MUNDAKA 8 PÉS, VACA ANIMAL EM PIPE 6 a 8 PÉS E AGORA EM HALEIWA 12 PÉS, não é pra qualquer em um.

Acredito que se tivéssemos mais uma ou duas etapas no WQS o PEDRA carimbava o 1º lugar a frente de Jordy e Dane......
Parabéns PEDRA Gian Lopes"

Muito bem, Gian. Concordamos. Agora deixa eu fazer mais um comentário: acompanhei a final de Sunset ao vivo, entrando madrugada adentro. Vibrei com o segundo lugar e o surfe apresentado pelo Léo Neves para conquistar esta classificação. Principalmente se considerarmos as ondas que estavam quebrando.

Mas será que só vão comentar isto? Será que não vão valorizar a classificação do Pedra no WQS? Quero acreditar que não. É só euforia - válida, diga-se de passagem - pela grande conquista do Léo. Daqui a pouco a poeira baixa e veremos a merecida homenagem ao Pedra sendo prestada.

Vou ficar de olho!

domingo, 18 de novembro de 2007

Blogue dos home

Dica sensacional do Surf4ever: o blog dos caras!

É interessante conhecer um outro lado da personalidade deles e não aquele mostrado pelas entrevistas ou reportagens das revistas.

Além disso, pode-se saber o que eles realmente pensam da etapa do WCT aqui na terrinha. Selecionei dois comentários interessantes abaixo.

Comentário do Cidiei:
" know everyone wants to hear about the ladies and the nightlife down there in Brazil but you honestly can’t describe it, there are not words."
Além do texto, tem um videozinho feito por ele mesmo...

Comentário do Tom Whitaker:
"Rollin' in Brazil: It may have taken a damn long time to get here but there’s no complaints now."

Quer ver mais? Clica aqui.

sábado, 10 de novembro de 2007

DEVO

Are we not man? We are DEVO! Meu mantra na época do skate.

Lá pelo final dos anos 70, eu ainda não sabia exatamente se preferia o surfe ou o skate. Na verdade, como não era dono do meu nariz, não podia simplesmente resolver ir para a praia. Dependia da carona de algum adulto. Então era muito mais fácil pegar o skate e ir andar na rampa de algum conhecido ou construir uma com algum compensado roubado de uma obra (esta parte era pura diversão, mas não é sobre isto que quero falar aqui).

Lembro como se fosse hoje, que escutava direto o som do DEVO. Era quase um mantra para a nossa turma. Na verdade nosso gosto musical era uma salada de frutas: Bob Marley, Eric Clapton, Genesis, etc. Mas os discos de vinil do DEVO eram guardados com carinho. Tinham a hora certa para rodar na eletrola. Tenho até hoje estas relíquias.

Eis que, para minha surpresa encontrei hoje esta notícia no Terra: os caras continuam na ativa e vão até fazer um show em São Paulo hoje à tarde. Ah se fosse em outra época! Era capaz de ir de skate até SP só pra vê-los ao vivo...

Os DEVO envelheceram, aliás, como eu, mas quero acreditar
que o som continue o mesmo! Foto: Terra


Surfshot na área

Clica aqui para ler.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Tudo que vai...

video

Quem foi que disse?

Todos os ingredientes para um evento de sucesso estão nesta imagem:
uma comemoração de título mundial (que depois seria repetida com a conquista da etapa),
um grande público na praia, muito sol, muitas câmeras e o principal: muita onda!
Repare na onda que está quebrando lá no pico...


1) Que Imbituba não dava onda?
2) Que Taj Burrow agora estava diferente e não amarelava mais na hora "H"?
3) Que Rodrigo Dornelles é "duro" e tem "o estilo feio"?
4) Que Léo Neves só surfa marola e faz sempre as mesmas manobras? (em ondas grandes e fortes ele muda completamente - pra melhor!)
5) Que OUVIR a transmissão do campeonato pelo SporTV e pelo canal em português, na internet, era possível? (não dá pra aguentar o festival de bobagens!)
6) Que esta etapa deve sair de Santa Catarina em favor de ondas melhores? (melhores do que o quê, cara-pálida?)
7) Que esta não foi uma das melhores ondas do circuito em 2007, até agora?
8) Que a dedicação não compensa? (existiu alguém mais dedicado do que Mick Fanning em 2007?)
9) Que a decisão do Circuito aconteceria no Havaí?

Onda "deitada", "gorda", "cheia", "sem qualidade"...sei...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Pau neles!

Acredite: os caras já estão revendo o assunto. Nada como fazer pressão neles!

Enquanto aqui no Brasil, temos uma agência reguladora, a ANAC, que determina através de sua portaria, que nenhuma bagagem que esteja dentro do peso limite, deve ser taxada, lá fora estamos perdendo terreno.

A British Airways resolveu banir as pranchas de surfe e não transporta mais este tipo de bagagem.

Aqui, apesar da portaria, as Cias. Aéreas, seguem nos taxando com (pásmem!) o aval informal da ANAC.

Mas enquanto os surfistas brasileiros não fazem nada por aqui, a comunidade internacional já se mexeu para pressionar a BA e os resultados estão começando a aparecer: os executivos da empresa, depois de perceberem a mobilização e a repercussão negativa da atitude, já estão reavaliando a decisão.

Participe do abaixo-assinado para pressionar a BA a desistir de uma vez por todas desta barbaridade [já pensou se vira moda?] seguindo o link do Ondas.

Credo!

Teahupoo daquele jeito! Foto: Tim-Mckenna

Quer ver mais? Clica aqui.

Enquanto isto, no Uruguai...

Sanja Honda - Foto: Paipo

O amigo Maurão enviou estas fotos do surfe que rolou no Uruguai enquanto todas as atenções estavam voltadas para Imbituba.
La Boya - Foto: Paipo

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Dados interessantes

"Onda Gigante
Os gaúchos estão na crista da onda. Pesquisa da Store Shopping mostra o Rio Grande do Sul como segundo maior mercado de surfwear do Brasil.
O Estado responde por 25% do volume movimentado pelo setor de roupas e equipamentos de surf no país - de R$ 2,5 bilhões em 2005.
O estudo sobre o consumidor gaúcho de surfwear apontou que:
52,3% estão na faixa etária entre 15 e 25 anos.

71% são homens
88,1% praticam surf
51,2% tem segundo grau
66,90% trabalham"

Encontrei esta nota, publicada na coluna Informe Econômico, da Lurdete Ertel, numa edição do Jornal Zero Hora, acredito que em 2006. Recortei e guardei. Hoje, por acaso encontrei-a.

Ao analisar os números apresentados na pesquisa, podemos fazer algumas reflexões (todas elas referentes ao público pesquisado, ou seja, os gaúchos):

1) O surfe ainda é um esporte masculino (se bem que de lá pra cá isto deve ter mudado um bocado);
2) Já estou velho para ser considerado "consumidor padrão do surfe";
3) Quem disse que surfista é vagabundo?
4) A mais interessante, na minha opinião: desde a época em que eu ralava em baterias de campeonato eu fazia a pergunta que vou fazer agora: se o RS é um dos mercados mais importantes para o faturamento das empresas de surfwear nacionais, porque não vemos competidores gaúchos com patrocínio destas marcas?

terça-feira, 23 de outubro de 2007

O Careca vem aí!

As vezes o Careca é irritante: Über model Bar Rafaeli,
a nova pegadinha dele.

Depois de tomar uma surra na Espanha, o Bodoso fez beicinho e avisou que não vinha ao Brasil. Já o nosso Super Careca, confirmou que vem e que não vai facilitar a vida do Fanning.

Só que antes iria dar uma passadinha em Tel Aviv pra resolver umas coisinhas pendentes.

E que coisinhas...

Novela Jordy Smith - Capítulo 02

Jordy Smith, fechou um contrato de patrocínio com a O'Neill. Posso estar enganado, mas acho que a última vez em que a O'Neill patrocinou um sul-africano, conquistou o título mundial. Será que a marca do velho Jack está preparando uma ultrapassagem nas três grandes já no ano que vem?

Entenda melhor este capítulo lendo aqui.

Novela Jordy Smith - Capítulo 01

Depois de uma disputa judicial com seu antigo patrocinador, Jordy Smith chegou a um acordo amigável, agradeceu por tudo o que a Billabong fez por ele e ficou livre para procurar um novo patrocinador.

Entenda este capítulo melhor, lendo aqui.

E seguem as pedradas!

Pedra, de bem com a vida.

Desde os tempos em que aquele pivete de cara enferrujada infernizava o Circuito Gaúcho Amador, eu já percebia uma linha diferente naquele surfe. Mesmo que ele não fosse uma unanimidade (os juízes gaúchos nunca gostaram muito de surfe de linha), sempre conseguia causar um estrago.

E eu já conselhava o guri naquela época a ganhar o mundo. "Te manda" dizia eu. "Não há mais nada pra ti aqui. Teu surfe pode te levar muito mais longe".

E o guri foi.

Conseguiu uma classificação para a elite meio que se arrastando. Fez um ano de WCT fraco. Faltou-lhe espírito de vencedor. Para mim, o Pedra da bateria era o mesmo da areia: calmo, humilde e tímido. E quem almeja o topo do mundo não pode ser assim dentro d'água. Voltou para o WQS. E lá ficou de castigo por alguns anos, sempre chegando ao Havaí precisando de um resultado intermediário e nunca conseguindo. E eu incrédulo: "Não é possível", pensava comigo mesmo. "Com aquela linha o cara tinha que sobrar nas baterias!".

Neste ano a coisa pareceu querer mudar. Os resultados começaram a aparecer e eu, feito torcedor, meio bobo, comecei a comentar isto por todos os lugares: aqui, ali e por onde me deram espaço. E como não poderia deixar de ser, tomei pedrada de todos os lados. Alguém chegou a me xingar, acusando o Pedra de ser muito duro, ter um estilo feio e jamais ter dado um aerial (!) pode? O cara simplesmente tem um dos estilos mais polidos do Circuito, a linha mais fluida do bloco intermediário e graças a deus, sabe o que fazer numa bateria, isto é, aprendeu finalmente!

Hoje, é com muito orgulho que vejo o guri sendo o melhor brasileiro no WQS e no WCT. Está se reclassificando pelos dois! Tá sobrando!

Al Hunt escreveu assim na sua coluna semanal: "The top 8 are basically unchanged except Rodrigo Dornelles, who has moved from 8th to 5th, and is pushing the 12,000 points mark."

E se você está me achando meio bobalhão, puxa-saco do Pedra ao ler este post, não tem problema. É isto mesmo. Eu admiro surfistas que tem uma linha e um estilo bonito, principalmente se este surfista for meu conterrâneo.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

A Montanha e A Onda

Leitura obrigatória! Clica aqui para ler o release (em inglês).

Tive esta pérola nas mãos por uma semana (emprestado). Li apenas algumas páginas das mais de trezentas. Mas foi o suficiente para decidir que vou compra-lo. A obra, escrita por Phil Jarrat, com a ajuda das mais influentes figuras do surfe mundial, se propõe a contar a história da Quiksilver e acaba contando a do próprio esporte, pois uma se mistura à outra.

E como se as fotos e os textos já não fossem motivo suficiente para se ter este tesouro na biblioteca, ainda por cima ele vem acompanhado de um DVD com tudo sobre a Quik, inclusive os filmes que se tornaram clássicos, como Performers, Kelly Slater in Black and White, Young Guns e por aí afora.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

terça-feira, 25 de setembro de 2007

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Raridade

Isto é South Beach, em Miami. Para quem nunca esteve lá, como eu, o Rodrigo, que me enviou a foto, explica: South Beach é igual a Jurerê em Florianópolis, ou seja, mesmo em dia de ventania, o máximo que se vê são carneirinhos...

Taí uma "vantagem" de se ter furacões!

domingo, 16 de setembro de 2007

Ainda sobre ontem

Te cuida Mick! Eu vou te buscar! Foto: Tostee/ASP

Disse o Careca, depois do estrago que fez no ranking:

“It’ll be nice to go and sit down and think about this one,” Slater said. “This will be a neat little tournament for my career. I’m a little bummed because I didn’t feel like I capitalized on the waves I had, and it was frustrating, but just to get that win was important. We had similar conditions to 1990 when I won out here, so it was pretty magical.”

E completou:

“Now I’ve almost got as many points as I had accrued last year,” Slater said. “I didn’t think I was that intensely focused this week, I felt calm and happy. We’ll see what happens in France. After this I could really capitalize on everything.”

Ou seja, voltou ao discurso que o levou a conquistar 8 canecos: o de "competir se divertindo".

Sei. Conta outra Careca! Tu não estavas conseguindo engolir um ano tão frustrante e tanta especulação sobre o teu possível abandono do Circuito.

E para mim ficou clara uma coisa: quando o Careca quer, ninguém pode com ele.

sábado, 15 de setembro de 2007

Perfeito

O cara tava quieto, mansinho.
Daí alguém deve ter chegado perto dele e dito a coisa errada. E acordaram o velho Careca.
Agora eles é que aguentem. O gigante adormecido parece ter acordado! Foto: ASP/Joli

E quando todos já começavam a considerar o Careca uma carta fora do baralho, o cara com o seu habitual estilo de fazer as coisas como se tudo fosse um filme, ganhou o seu 34º título de WCT (quebrando o recorde de 16 anos, do Tom Curren) na frente de um povo que já estava começando a troca-lo por Dane Reynolds.

Aliás, numa etapa onde todos os "figurões" bailaram, vimos um Kelly Slater inspirado, agressivo, pontuando mais do que todo mundo, como se quisesse dar um recado ao mundo do surfe: "vocês ainda tem algum terreno para cobrir, antes de me alcançarem...!"

Pelo que vi hoje, a perspectiva de termos ainda este ano, um "SL9TER", é algo perfeitamente possível.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Virando a mesa

Jordy Smith, lobo mau. Ainda sem patrocínio.

Pedro Arruda escreveu assim no Ondas: "As três primeiras rondas do Boost Mobile foram de consagração dos jovens lobos..." Leia o resto aqui. Vale a pena.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

The Pole

The Pole, Freshwater West, País de Gales.

Meu amigo Walter Buarque, atualmente morando no País de Gales, enviou esta foto hoje. Segundo ele, este pico fica a uma hora de carro da casa dele. Chama-se The Pole, em Freshwater West.

Também comentou que é necessária uma remada de meia hora pra se chegar no pico. Como ele fica em frente a uma base naval, não é permitido o acesso à praia. Daí a necessidade da remada: o acesso é pelo mar!

E ao contrário do que possa se pensar, nesta época, verão por aquelas bandas, é possível surfar de short manga longa 1mm tranquilamente, ou seja, tranquilo...

domingo, 2 de setembro de 2007

Beachbreak

Beachbreak + banco raso + tubo = areia nos fundilhos. Foto: Andrew Shield

Em 99 eu passei a virada do ano em Puerto Escondido, no México. Era minha segunda vez lá, mas eu estava achando muito estranho o clima e as ondas, pois na minha primeira vez, era verão, época das grandes ondulações.

Mas o mais interessante desta vez não era apenas o clima ameno e o fundo "estragado" de La Punta. O mais impressionante é que por conta das pequenas ondulações, as ondas estavam quebrando sobre uns 30 - 40cm de água. A sensação de que as quilhas raspariam na areia era inevitável. E era normal a areia do fundo subir junto com a parede da onda, dando a ela uma textura de "barrenta"

Quando recebi a foto acima não pude deixar de lembrar.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Não fume!

Pare de fumar hoje! Foto: iStockphoto

Tenho horror de cigarro. Aliás, não suporto a fumaça dele. Me atrapalha a respiração e não consigo entender quem fuma.

Segundo minha mãe, trata-se do trauma por ter sido amamentado respirando a fumaça do cigarro que ela fumava. E depois que ela faleceu de câncer, tive mais certeza de que trata-se de um vício suicida.

Fiquei sabendo que hoje é o dia nacional de combate ao fumo, lendo o Surf4ever e encontrei este artigo sugerido lá.

No dia de hoje, faça um bem a um amigo (fumante): lembre a ele que não há necessidade dele nos abandonar mais cedo.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

TAM e Placa de Nazca

A manchete da notícia do saite do Estadão diz assim:
"Chega ao Peru a maior ajuda internacional já feita pelo Brasil."
Sei. Agora eles foram rápidos, não? Foto: Estadão


Recebi do amigo de um amigo, este texto. Para mim, está claro e objetivo além de conseguir transmitir um pouco da indignação que todos nós estamos sentindo com o descaso das autoridades brasileiras com a baderna instalada no setor dos transportes aéreos.

Segue o texto, de autoria do Renan de Castro Alves Pinto:

"Como na maioria dos casos, as grandes tragédias representam um momento de união entre as pessoas. Em meio ao caos e aos piores sentimentos de desespero e perda, as pessoas são capazes de ignorar as diferenças e barreiras, unindo-se com o único objetivo de salvar vidas e transmitir solidariedade. Neste momento, negros, brancos, católicos, protestante, gays, brasileiros, argentinos, gremistas, colorados, esquecem qualquer tipo de característica social ou antropológica que sempre diferenciou essas pessoas. Não obstante, existe um tipo de pessoa que pode reagir de uma forma totalmente particular de acordo com os seus interesses. São os filhos de um contêiner cheio de prostitutas conhecidos como políticos.

No último mês, vivi duas situações semelhantes nas quais os políticos se comportaram de forma totalmente diferente, corroborando com o que declaro acima.


A tragédia do vôo JJ 3054 me tocou de forma pessoal não somente pela presença de conhecidos, mas também pela proximidade do fato. Assim sendo, a reação dos nossos políticos me causou asco e me fez lembrar "dos meus instintos mais primitivos". Analisando a seqüência dos acontecimentos tenho absoluta certeza de que todos compartilharão dos meus sentimentos. Após a queda do Airbus no edifício da TAM Express, a informação mais oficial que tínhamos eram as irresponsáveis, eloqüentes e sensacionalistas declarações do José Luis Datena, repórter da rede Bandeirantes. Nada de Infraero, ANAC, Polícia Federal, etc. As primeiras autoridades que chegaram ao local da tragédia, foram o governador do estado de São Paulo, José Serra, e o prefeito da cidade de São Paulo, Gilberto Kassab. A sociedade esperava ansiosamente por notícias. No aeroporto Salgado Filho, nossos conterrâneos nem sequer tinham acesso à lista de passageiros, gerando uma agonia mortal em todos. E a todo momento eu me perguntava onde estava uma pessoa: Luiz Inácio Lula da Silva - o presidente torneiro-mecânico que, segundo ele mesmo, sempre se sensibilizou com questões sociais. Ora, estávamos enfrentando uma tragédia social. Mas ele não se sensibilizou. Nesse ínterim, eu vi a careca do Marco Antonio Bologna, as risadas do VP de planejamento da TAM, a bizarra condecoração do Zuanazzi, o "top top" de Marco Aurélio Garcia e o "fode fode" de seu assessor, a feiúra do Brigadeiro Kersul, e nada do nosso excelentíssimo Presidente da República. Ou seja, tínhamos três situações: o desespero e a tristeza das famílias, os protagonistas da crise aérea procurando um culpado e o excelentíssimo Presidente da República. Onde estaria esse cretino? Fiquei sabendo que ele tinha acabado de passar por uma intervenção cirúrgica e portanto não podia aparecer. Ele tinha tirado um tersol! Realmente, algo muito sério. Algo tão sério que impediu qualquer tipo de pronunciamento por parte do nosso excelentíssimo Presidente da República. Deve ser muito sério para um presidente torneiro-mecânico que é mais vaidoso que a Vera Loyola.


Na noite de ontem, 160Km a sudoeste de Lima, Peru, onde vivo, houve um terremoto de 7.5 graus (na escala Richter) de magnitude. Eu estava parado no trânsito, mas a sensação foi desesperadora. Por um momento, acreditei que o chão se abriria. Juntamente com toda a população de Lima, segui o meu caminho para casa. Estava escutando a rádio de maior alcance no Peru. A cobertura era imediata em todo o país. Logo depois de 30 minutos passada a tragédia, ainda não se tinha a mínima idéia da dimensão e das perdas ocasionadas. No entanto, viu-se uma mobilização invejável da sociedade. Mas como já disse: nesse momento o gay e o macho são a mesma pessoa. Me chamou muito a atenção a atuação dos políticos locais. No minuto 30, o ministro da saúde determina que todos os médicos do país fiquem de plantão para qualquer emergência. Hoje pela manha, a maior parte dos assessores do poder executivo estava no epicentro do terremoto: a devastada cidade de Pisco. O presidente Alan García enfrenta um péssimo momento de popularidade, no entanto há umas duas horas escutei que ele estava ajudando a retirar os escombros de uma igreja que desabou. Os protestos estão em voga no país, mas o presidente cumpre o seu papel de líder do país.


Qual a diferença entre a TAM e Placa de Nazca? A resposta está em quem conduz o seu país num momento de desespero. O nosso excelentíssimo Presidente da República não soube fazer isso. Ele se escondeu. Ele pagou pau. Ele é um bosta!
Por favor, não me julguem quando digo que não sou patriota."

Por Renan de Castro Alves Pinto

sábado, 18 de agosto de 2007

Pedrada neles!

Pedra, acertando no olho da sessão e derrubando um queridinho dos ares...

O release do evento diz assim na sua página principal hoje:

It's been a shocker day in Lacanau, sixteen heats done today to get everything straight into the business end o fhte 6 Star WQS.

Aritz Aranburu (Euk) is the last european still running for the crown, and will face South African Daniel Redman (Zaf) in heat 4 of the quarterfinals.

Dayyan Neve (Aus) and Nic Muscroft (Aus) are the men of the day, scoring an equal heat score of 17.50 pts out of possible 20.

Dane Reynolds (Usa) was eliminated by an unstoppbale Rodrigo Dornelles (Bra), while Jordy Smith (Zaf) defeated Michel Bourez (Pyf) in the last thirty seconds of the battle.

It's a 10 AM call for all eight surfers remaining, and as a new swell is supposed to hit the coast tonight, we'll be LIVE from Lacanau for the final day of 2007 Sooruz Lacanau Pro.

Check the story of the day on the NEWS link on top of the page and don't miss a thing of the ASP Europe caravan !

Tomorrow's duels present:
Quarterfinal #1: Jordy Smith (Zaf) VS Nic Muscroft (Aus)
Quarterfinal #2: Dayyan Neve (Aus) VS Rodrigo Dornelles (Bra)
Quarterfinal #3: Jihad Khodr (Bra) VS Joel Centeio (Haw)
Quarterfinal #4: Daniel Redman (Zaf) VS Aritz Aranburu (Euk)

Get all the LIVE action from Lacanau by clicking on the "LIVE" link above.
Have a nice day.


E eu traduzo assim:

Corre que tem dois brasileiros loucos atropelando todo mundo!

Não perca, a partir das 11h deste domingo, ao vivo!

(tradução da legenda da foto, pra quem não foi lá no site do evento pesquisar: clica aqui)

Então tá. Até amanhã.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Memórias póstumas de um surfista

Gostou da foto? Agora imagine uma rede de pesca no caminho...
Foto: Brian Nevins/Monday Morning Wave

Surfistas X redes de pesca

Agora, pela primeira vez, o acidente ocorreu em pleno veraneio. Época de praias lotadas, mar cheio de surfistas e período em que, por lei, não deveríam haver redes na água.

Tenho visto uma movimentação intensa. Tenho recebido inúmeros e-mails sobre o assunto. Autoridades, imprensa e dirigentes estão empenhados. Mas não me empolgo. Já vi este filme antes. Mais duas, três semanas talvez e morre o assunto. Torço para estar enganado, mas esta não é a primeira vez que passo pela mesma função.

Mais surfistas gaúchos morrerão até que o governador do estado resolva encampar o assunto e dar um fim a esta barbaridade.

Recebi hoje à tarde um e-mail com um texto cuja autoria desconheço. O assunto é antigo, mas está neste momento mais vivo do que nunca, por conta de mais uma morte de surfista. Leia e reflita, abaixo:

" Memórias póstumas do Surfista Gaúcho.


Poderia eu, para a melhor compreensão do leitor, comparar este breve relato póstumo ao som de uma sirene - dos bombeiros ou de uma ambulância qualquer - aquele som que nos pega de surpresa, quase que nos despertando de um certo estado letárgico, onde nossos olhos estão normalmente voltados ao nosso próprio umbigo, isto é, as nossas própria preocupações.

Um alerta que devido a sua força, contundência e velocidade com que penetra em nossos ouvidos e, em milésimos de segundos atinge nossa alma, avisando-nos que algo muito mais importante que nossas preocupações cotidianas está a acontecer. Lembrando-nos que algo precisa ser feito urgente.


Me chamava, Surfista Gaúcho, um nome estranho, bem sei, mas por um desejo de meu pai, um dos pioneiros do esporte no RS, foi este meu nome de nascença.
Tal como os nomes que condicionam destinos, mal tomei consciência de mim como pessoa, naquele mundo que deixei pra trás, quando numa noite de festas chegou um cara de roupa vermelha e barbas brancas trazendo dentro de um saco da mesma cor, um tipo de tábua toda colorida, uma corda pra prender na perna e uma espécie de sabonete cheiroso que estranhamente não escorregava...aliás grudava. Não entendia, na verdade, muito bem para o que aquilo serviria, mas pela alegria estampada no rosto de meu pai, percebi que aquela tábua, que ele chamava de prancha, deveria ser algo muito legal!

Já na escola, percebi que outros colegas também queriam surfar. Nossa vontade era incrível, o desejo de fugir para nosso litoral era imenso, e a cada ano que passava aumenta cada vez mais tomando parte, cada vez mais, de nossas vidas. Já não bastavam aqueles três meses de férias que passávamos na praia todo ano. Eu queria mais. Alguns anos depois e a simples possibilidade de ficar em casa e perder as ondas do final de semana, já era suficiente para me deixar arrasado.

Eu amava o mar, aliás, agora com o distanciamento que forçosamente me foi imposto, posso perceber que amava as ondas, amava as trips, a companhia de meus amigos, amava aquela sensação de completa torcida e expectativa para que acontecesse a mais bela de todas as manifestações da natureza, a comunhão da ondulação certa, com o vento certo, no lugar certo. Pois, sabia que quando isso acontecia, eu me tornava a pessoa mais feliz do mundo.


Mas, havia uma rede de pesca no meio do caminho, no meio do caminho havia uma rede de pesca.
Já tinha ouvido inúmeros casos de outros surfistas que desgraçadamente tinham morrido enroscados nas mesmas, devido à falta de informação e segurança. Pudera ter um meio de avisar a todos surfistas que devido às condições ímpares do litoral gaúcho em relação ao Brasil, já que, pelo fato de ser totalmente aberto, isto é, sem barreira naturais de morros ou encostas, acaba sofrendo a influência das fortes correntes laterais.

Assim é preciso que estejam sempre em estado de alerta, pois neste dias apesar de entrarem em locais afastados das redes no mar, inevitavelmente acabam arrastados pela sua força e são levados para outros lugares. Confesso que aquelas histórias das mortes de surfistas nas redes no RS, apesar de inicialmente provocarem um certo temor e indignação, vinham sempre
acompanhadas, talvez, inconscientemente, de um certo sentimento de invencibilidade, acreditava que nunca haveria de acontecer comigo. Como me arrependo disto... Por que não fiz algo para evitar estas mortes? Por que não pressionei as autoridades responsáveis pela fiscalização e segurança para agirem? Poderia quem sabe, ter sugerido alguma providência, como placas de advertência, com as cores obedecendo ao padrão mundial de sinalização, isto é, placa verde: área de surf, amarela área intermediária de atenção e a placa vermelha indicando os locais destinados exclusivamente à pesca. Algo simples, e facilmente entificado por todos, pois até uma criança em seus primeiros anos de vida, logo já sabe o que estas cores representam. Uma providência de baixo custo e que fosse padronizada para todas as praias de nosso litoral - para evitar que houvesse um tipo de identificação diferente para cada balneário.

Poderia também, ter sugerido uma espécie de parceria entre as prefeituras e a iniciativa privada que em troca da visualização de suas marcas na praia, poderia entrar com os recursos necessários para tanto. Estabelecendo, desta forma, uma excelente ação de marketing, onde
estariam aliando suas marcas, a segurança dos surfistas e ao bem mais valioso de todos: A Vida.

Bem, agora estou aqui, olhando tudo de um outro plano, já um pouco conformado com meu destino... mas absolutamente inconformado com o perigo e os riscos que continuam passando os surfistas no RS. A sirene está tocando,
Você não está ouvindo?

P.S. Um abraço a todas as famílias que tiveram a tristeza de perder um ente querido de maneira brutal nas redes de pesca, em nosso litoral."

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Aos poucos a coisa vai

Crédito a quem merece. Defendo este princípio até o fim. Sempre.

Quando meu amigo Paulo Magalhães debruçou-se sobre o problema da cobrança de taxas pelo transporte de pranchas, ninguém se interessou em prestar-lhe solidariedade. A Federação Gaúcha de Surf deu de ombros. Alguns amigos nossos deram alguns tapinhas nas costas mas não depositaram muita fé.

Agora, quase um ano de muito trabalho depois, além de ter colecionado inúmeros depoimentos de surfistas que viajaram sem pagar valendo-se única e exclusivamente da documentação levantada pelo Paulo e a divulgação da mesma aqui no Tracks e via e-mail, nos chega esta notícia:

" Gol isenta surfistas de franquia para levar prancha ao Peru
A companhia aérea Gol isenta até 30 de setembro os passageiros em viagens entre Brasil e o Peru da franquia cobrada para o embarque de pranchas de surfe. Atletas profissionais ou amadores poderão levar até duas pranchas, além de capa de proteção, sem custos adicionais nas rotas Brasil-Peru-Brasil ou vice-versa. Cada prancha deverá ter no máximo 200 centímetros de altura por 75 cm de largura e 25 cm de espessura."

(Fonte: UOL)

Eu considero isto um bom prenúncio do que pode estar vindo por aí.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Comendo pelas beiradas

Sou um profundo admirador dos competentes e eficientes. Eu babo. Fico completamente bobo examinando cada detalhe de um projeto bem elaborado, um case de sucesso. Quando tenho o privilégio de conhecer o autor e - melhor ainda - acompanhar o projeto desde o início, sinto-me parte dele e acabo achando que tenho o direito de roubar um pouquinho do orgulho que os verdadeiros "pais da criança" sentem.

Acompanho as andanças do Poli desde que ele corria pra baixo e pra cima, como representante comercial aqui na terrinha. Dividimos várias ondas ao lado do pier também. Até o dia em que ele resolveu ganhar o mundo. Foi-se. As notícias chegavam meio atravessadas (não vivíamos neste mundo virtual do jeito que é hoje). Ora ele estava num lugar, ora noutro. Até que chegou na Califórnia. Um estágio aqui, outro ali e, de repente, surgiu um site com previsão e fotografias dos picos de San Diego.

"Mas que caras-de-pau", pensei com meus botões. "Uns brasileiros, na terra das revistas e sites de surfe, se metendo a bestas...!" Confesso que não estava acreditando muito. Naquela época, a internet e os sites de surfe ainda engatinhavam. Sinceramente eu achava que iria ser uma parada duríssima. Conquistar o mercado de San Diego, sul da Califórnia...."complicado", pensei.

Quem costuma ler este blogue, sabe no que deu. O site virou "mania" na comunidade local e gerou uma revista. Mas o Poli e sua equipe, não queriam seguir fórmulas prontas. Os caras chegaram à conclusão de que para conseguirem ganhar o mercado editorial (naquele momento apenas o mercado local), precisavam adotar uma tática agressiva. E decidiram não cobrar nada pela revista. Aproveitaram que algumas das marcas mais fortes do surfe mundial estão baseadas na região de San Diego e foram atrás delas. "Banquem a nossa revista" era a tática, onde "nossa" significava "de vocês também".

Deu certo. A Surfshot Mag transformou-se numa bela revista. Bela por ter um design gráfico muito bom e bela por ter uma qualidade fotográfica fantástica. O conteúdo editorial, é muito bom também, mas obviamente, foca apenas a cena local.

Durante estes anos todos, sempre que o Poli vem ao Brasil, me traz as revistas e volta e meia trocamos alguns e-mails, contando um para o outro as novidades - ele, as dele e eu, as minhas.

Edição mais recente da revista. Clica aqui e vai ler!

E agora, a última: a equipe Surfshot está dando a próxima "mordida" no bolo. Está expandindo seus horizontes.

Abaixo, a troca de e-mails que tive com o Poli quando ele me deu a notícia:

Poli:
E no mais, tudo tranquilo? Aqui tudo bombando forte. Vou te dar um forward no nosso novo press release... Dando os passos a frente. Muitos emails e comentarios positivos chegando... Primeiro vai a revista. Ate o final do ano o site expande pra toda Califa tambem. Vai te preparando ai pra versao do Braza :-) Da uma olhada na ultima revista online. Ta na capa do site. Altas fotos! Abracao

Eu:
Cara, já li e vibrei com este novo passo que estás dando. Parabéns! Aliás, pode ter certeza que, a exemplo do que sempre fiz, promovendo não só a revista, mas as tuas conquistas como publisher brasileiro e gaúcho nos EUA, pretendo publicar alguma coisa a respeito disto no meu blogue. Quanto à versão brasileira da Surfshot, eu já tô meio incrédulo. Prefiro esperar pra ver. Este teu papinho tá muito enrolão e não é de agora.. Abração,

Poli:
Eh eh,
Quando a grana e pouca e ideias e suor sao os unicos ativos disponiveis, a gente usa a tatica do 'banho maria'. Cozinhando devagarzinho, comendo pelas beiradas, mas nunca perdendo o foco... Como dizem os ditados: 'Devagar e sempre' porque "O que e teu ta guardado!"
Abracao ai e tudo de bom no frio dos Pampas.

Abaixo, o release da Surfshot, anunciando a nova fase:

Beginning in July, our 48th Issue, SurfShot Magazine will be the first publication since Breakout Magazine in the 80s to exclusively cover surfing in the Golden State.

SurfShot magazine has had quite a busy year and a half, expanding the region we cover from San Diego to Southern California to, now, Californiaas a whole. So you can expect to see a steady influx of content covering Central and Northern California in addition to the Southern Californiacontent we currently run. From Northern Baja to north of San Francisco, everything running cover to cover is only a day’s drive away.

Since its conception, SurfShot’s primary focus has always been relevance on a local scale. That hasn’t changed. This magazine’s goal, independent of its scope, is to cover what the California surfing public is talking about each month -- if we’re not touching on that, we haven’t done our job.

In our eyes, this step is long overdue. The east coast has its surf magazine. Hawaii has its surf magazine. Yet, California, the epicenter of the surf industry, is without. The California surfer should have a publication he can call his own – something that celebrates the landscape of his culture and sport. And so we unveil the new SurfShot Magazine,California’s surf magazine, celebrating surfing in California.


É isso aí. Sigo torcendo daqui. Torço porque é um amigo. Torço porque é um conterrâneo. Mas acima de tudo, torço porque trata-se de um trabalho muito bem feito. E trabalhos bem feitos, merecem durar para sempre.

domingo, 29 de julho de 2007

Preto, para não esquentar

Google preto, contra o aquecimento global!

Aquecimento global. Assunto do momento. Está na TV, nas rádios, nos jornais, na internet, recebemos mensagens sobre isto via e-mail e até nas revistas de surfe este tema é tratado.

E o mais curioso, é que quanto mais a gente lê e ouve sobre aquecimento global, mais percebemos como os hábitos adotados pela sociedade "moderna" são prejudiciais ao planeta.

Mas também há os exageros. Abri o jornal Zero Hora de hoje e me deparei com a notícia de que fazer churrasco prejudica o meio ambiente e colabora com o aquecimento global. Desculpem-me, não li a matéria. Já pensou se descubro que é séria?

Mas agora já é demais: usar o Google colabora para o aquecimento global! Como é que é, pergunto eu, com cara de abobado. "Calma", me responde o sujeito que me dá a notícia. "Já há uma solução" continua. Trata-se do Blackle, a versão preta do Google. E para nos convencer de que é sério, mostra na janela principal a quantidade de "horas/watt" economizadas com o uso de uma tela preta e explica aqui tudo direitinho.

Se continuar deste jeito, daqui a pouco teremos que ficar deitados na cama, sem nos mexermos, bem quietinhos, em nome da saúde do planeta...

Sopa

Clica no título para acessar o arquivo. Mas não se empolgue.
Tem só um "gostinho" de cada uma. Nada além disso.
Esta imagem foi tirada do aperitivo da edição 8.

Soup é uma revista de surfe portuguesa. Nunca tive uma nas mãos. Mas já é a segunda vez que chega até mim um convite pra visitar o site. E outra vez vou até lá e fico com água na boca. Será que ninguém vai me enviar uma para eu parar de babar um pouco?

sábado, 28 de julho de 2007

Tramandaí

Tramandaí fazendo de conta que é Bali. Não sei quando esta foto foi tirada,
mas pelas cores e pela roupa do surfista percebo que estava frio.
Foto: Adriano Becker


(post rápido, pois a coisa está corrida por aqui!)

terça-feira, 24 de julho de 2007

Dicas e atalhos

O segredo de um bom surfe, é saber se posicionar direito
e saber identificar as melhores da série - e isto só se aprende com o tempo.
Foto: Adam Warmington / The Surfers Path


A internet nos proporciona descobrir coisas fantásticas a cada esquina dobrada. A gente visita um endereço e encontra dicas para outros. Nestes outros, encontramos mais indicações. E assim vamos colecionando uma infinidade de experiências que além de nos darem prazer, sempre acrescentam alguma bagagem à nossa mochila de conhecimento.

Ao fazer a minha visita diária ao ótimo Ondas, encontrei a dica para este ótimo blogue, que também vai virar alvo diário, sem dúvida.

domingo, 22 de julho de 2007

Mais um viajou sem pagar!

Mais um caso de surfista viajando sem pagar as taxas para o transporte das pranchas de surfe. Vejam o depoimento do Guilherme:

"Dia desses peguei um vôo para floripa.

Na ida, cheguei 15 minutos antes do horário previsto para o vôo. Depois de levar um xingão do funcionário, fiz o chek-in e coloquei minha prancha para embarcar. Neste momento, fui informado que teria que pagar uma taxa. Tentei explicar que a mesma não era devida. Levei um xingão maior ainda: "se tu não pagares, a tua prancha não voa!!!".

Como estava atrasado, preferi não criar caso e paguei. Eu havia lido a tua coluna no dia anterior, mas não havia conseguido imprimir a resolução da ANAC. Mas jurei pra mim mesmo que na volta eu não pagava.

No embarque da volta, cheguei uma hora e meia adiantado para fazer o chek-in.
Novamente fui avisado que teria de pagar o embarque da prancha: R$ 100,00. E mais uma vez argumentei, dizendo que a taxa não era devida. Enquanto falava, saquei minha carteira da OAB/Estagiario e informei o funcionário sobre a resolução. Ele deu uma checada no computador e pediu que aguardasse. Saiu por alguns instantes e, quando retornou, falou que realmente não seria necessário pagar, mas achava estranho pois havia constatado que eu tinha pago a taxa no embarque em em POA. Expliquei-lhe que paguei praticamente obrigado.

Então veio a boa notícia: fui informado que seria providenciado um abatimento de mesmo valor na minha passagem!

Como eu ainda não recebi a fatura do cartão, não sei se realmente aconteceu o abatimento, mas por via das dúvidas, eu guardei o recibo.

Guilherme M. Boes"

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quinta-feira, 19 de julho de 2007

Fabianinho

Fabianinho Matos. Será que existe alguma foto
dele em que não esteja sorrindo? Foto: Zizo


Costumamos dizer que Porto Alegre é uma província. Em parte, porque como numa vila, tudo o que se faz aqui, em seguida se sabe ali e vice-versa. Mas o lado bom de se morar numa vila é que todo mundo se conhece.

Depois de uma vida nesta cidade, é difícil ir a algum lugar e não encontrar algum amigo ou conhecido.

Por isso, quando ouvi a notícia de que o avião que havia caído, matando quase duzentos passageiros, havia partido de Porto Alegre, senti um frio na espinha. Eu tinha certeza que tinha amigos entre os mortos.

Hoje pela manhã, ao chegar no escritório e dar a primeira lida rápida na lista de passageiros divulgada pela TAM, nem precisei chegar na metade: no "efe" já encontrei o primeiro amigo.
O Fabianinho era amigo do tempo das competições. Goofy, magro, surfe meio parecido com o Barton Lynch, sempre rindo, aquela simpatia. Querido pelos amigos, fala mansa...

Vai deixar muita saudades. Vai em paz, irmão.

Fabianinho desenhando numa esquerda de Rocky Point, no Havaí. Foto: Zizo